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Atletismo do país passa de patinho feio a surpresa

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MARCEL RIZZO E PAULO ROBERTO CONDE, ENVIADOS ESPECIAIS

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A última vez em que o atletismo brasileiro subira ao pódio em Olimpíada foi em Pequim-08, com o ouro de Maurren Maggi no salto em distância.

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Nos Jogos de Londres, em 2012, a modalidade, que com o ouro de Thiago Braz nesta segunda (15) chegou a 15 em Jogos, passou em branco.

Uma crise que fazia da modalidade uma das menos badaladas para o Time Brasil nesta Rio-2016. O atletismo chegou como o patinho feio. Mas logo no primeiro dia mostrava que poderia dar alegria.

Caio Bonfim conseguiu o quarto lugar nos 20 km da marcha atlética, a cinco segundos do medalhista de bronze, melhor colocação de um brasileiro em uma prova pouco tradicional para o país --a melhor posição havia sido um 14°.

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Geisa Arcanjo, no arremesso de peso, foi à final, mas terminou em nono, resultado normal, que poderia até dar voz àqueles que duvidavam do atletismo.

Aos 22 anos, Braz era uma das apostas da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), mas recorrentes falhas em momentos decisivos deixaram até dirigentes com o pé atrás.

Há quem espere ainda que Wagner Domingos, do lançamento do martelo e que tem a quarta marca do ano, possa surpreender.

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Mas as verdadeiras apostas eram as mulheres, que ainda continuam de pé. Fabiana Murer começa nesta terça (16) sua campanha no salto com vara feminino. Com o segundo melhor salto do ano, 4,97 m, ela é uma das favoritas.

Na sexta (19), Erica Sena vai correr os 20 km da marcha atlética, depois de ter sido confirmada como terceira colocada no Mundial de maio, já que a chinesa campeã foi flagrada no doping e perder a medalha.

Há, ainda, uma leve expectativa no revezamento 4 x 100 m feminino.

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