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Medalhistas da ginástica pedem continuidade de investimentos

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ALFREDO MERGULHÃO

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Medalhistas de prata e bronze na ginástica artística, os atletas Diego Hypolito e Arthur Nory pediram nesta segunda-feira (15) a manutenção dos investimentos para que o esporte consiga conquistar uma medalha por equipe na próxima Olimpíada, em Tóquio, em 2020.

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"O Bolsa Pódio fez com que muitos atletas chegassem aqui com chance de final. A estrutura da federação também teve muita importância", disse Hypolito durante entrevista na sede do Time Brasil, em um shopping na Barra da Tijuca.

"O centro de treinamento e a Bolsa Pódio ajudaram muito na preparação" completou Nory, que ficou com o bronze.

O coordenador da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), Leonardo Finco, destacou que pela primeira vez na história os ginastas brasileiros treinaram em um tablado de nível olímpico, em condições iguais aos melhores atletas do mundo.

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"A gente não pode perder o centro de treinamento depois da Olimpíada nem as bolsas dos atletas. O esporte é nossa profissão", acrescentou Hypolito.

O medalhista de prata adiantou que vai treinar para chegar aos jogos de Tóquio e, depois da competição, vai pensar em um recomeço profissional.

"Não sei se vou chegar lá de bengala mas vou treinar muito", afirmou Hypolito, que pretende fazer faculdade de jornalismo após encerrar a carreira de atleta. Ele quer fazer cobertura esportiva.

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NOTAS

Hypolito também comentou sobre a queda das notas dos medalhistas olímpicos no solo nos jogos do Rio. Os três atletas que subiram ao pódio alcançaram pontuação menor em relação à Olimpíada de Londres.

"A ginástica é um esporte extremamente subjetivo e depende da interpretação dos árbitros. E a partir do ano passado as notas deram uma baixada porque os (desempenhos dos) atletas estão muito parecidos. Eu fiquei em segundo mas poderia ser o nono", explicou.

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"No ano passado, a nota do campeão mundial foi 15.200. Aqui ele seria quinto colocado. Então isso depende muito do dia e a nota do solo varia de competição para competição. Mas acho que as notas foram bastante justas. Eu não acredito que minha série foi melhor que a do primeiro colocado", disse.

Neste domingo, no Rio, o inglês Max Whitlock venceu com 15.633. Hypolito fez 15.533 e Nory, 15.433. Com as mesmas notas, os dois brasileiros teriam ficado fora do pódio em Londres.

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