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Justiça decreta prisão preventiva de suspeitos de mega-assalto em Ribeirão

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Justiça determinou a prisão preventiva de quatro pessoas sob suspeita de terem participado do mega-assalto à transportadora de valores Prosegur, que terminou com dois mortos em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo), no dia 5 de julho.

Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.

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No roubo milionário, cerca de 20 a 40 homens explodiram a entrada da empresa. A ação dos criminosos, que durou pouco mais de uma hora, deixou dois mortos -um policial rodoviário morto com tiro na cabeça e um morador de rua, que estava próximo a um dos veículos incendiados durante a fuga e serviu de "escudo", conforme policiais.

De acordo com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público de São Paulo, mais de R$ 51 milhões foram retirados do cofre, após explosões com dinamite de três paredes. Segundo a polícia, cada integrante do grupo tinha tarefa definida no assalto: levantamento de informações do prédio a ser roubado, obtenção de veículos blindados, aluguel de imóvel para reunião dos assaltantes, obtenção das armas de fogo e assim por diante.

No dia 15 de julho, a polícia prendeu dois suspeitos em um resort em Caldas Novas (GO). Na ocasião, a Polícia Militar goiana disse ter apreendido uma quantia de R$ 160 mil em dinheiro no apartamento de luxo em que a dupla estava hospedada.

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No dia seguinte, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, da gestão Geraldo Alckmin, (PSDB), confirmou a prisão de um suspeito pela Polícia Civil de Ribeirão Preto. Um outro suspeito também foi preso após investigações do Gaeco -tanto a identidade do preso como o valor recuperado não foram informados porque as investigações correm em sigilo.

Os suspeitos foram denunciados por organização criminosa armada, latrocínio múltiplo, incêndios com morte, explosões, disparos em via pública e locais habitados, roubo, posse de armas e munições militares, posse de explosivos e receptação. Segundo a Promotoria, as penas podem ultrapassar cem anos de prisão.

"As investigações continuam para localização do foragido, identificação de outros integrantes do grupo, bem como para recuperação do restante do dinheiro crime e apreensão de armamentos", disse, em nota, a Promotoria.

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ROUBO A TRANSPORTADORAS

Nos últimos oito meses, além de Ribeirão Preto, Campinas e Santos sofreram mega-assaltos que resultaram em pelo menos R$ 135 milhões roubados, além de cinco mortes e quatro pessoas feridas.

Moradores e órgãos públicos de cidades alvos de ataques estão se mobilizando para tentar retirar empresas de transporte de valores de bairros residenciais. Em Ribeirão Preto, a Promotoria decidiu investigar, na área cível, a legalidade da instalação das empresas na zona urbana. Um dos focos é saber os critérios usados para a liberação de alvarás para elas.

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Há ao menos 34 bases de grandes empresas de transporte de valores instaladas no Estado, 26 delas no interior e no litoral. Em Campinas há quatro bases e, em Bauru, Ribeirão Preto, Santos, São José do Rio Preto e São José dos Campos, três cada uma.

A ABTV (Associação Brasileira das Empresas de Transporte de Valores) afirma que a saída das bases dos locais em que estão só transferirá esse problema de lugar. "Pode construir um bunker, um forte, que não vai resistir ao impacto das armas e dos explosivos usados nos ataques", afirma Marcos Emanuel Torres de Paiva, presidente da associação.

Para Marcos Emanuel Torres de Paiva, presidente da associação, o principal problema enfrentado pelas empresas não é a guarda do dinheiro, mas as armas usadas pelos criminosos, capazes de derrubar aeronaves.

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A solução, segundo ele, também não passa pela ampliação do poder de fogo utilizado pelos vigilantes, mas sim por um melhor controle das fronteiras do país.

"Os ladrões migram para onde está o dinheiro. Antes, eram as agências bancárias e, agora, as transportadoras. Se tirar a empresa do centro da cidade, não vai adiantar muita coisa", disse Paiva.

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