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Antes de Poliana, águas abertas forjaram há 91 anos pioneira da natação do Brasil

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LUÍS CURRO, ENVIADO ESPECIAL

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A medalha de bronze de Poliana Okimoto na Rio-2016 veio em uma competição de águas abertas, no mar.

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Foi também em águas abertas, em um rio, 91 anos atrás, que um dos mais famosos nomes da história da natação do país deu suas primeiras braçadas e pernadas.

Maria Lenk (1915-2007) começou a nadar no Tietê, rio límpido, pois ainda livre da poluição, nas primeiras décadas do século 20. Era 1925.

Sete anos depois, esteve na Olimpíada de Los Angeles. Nadou os 100 m livre, os 100 m costas e os 200 m peito.

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Maria Lenk fez, aos 17 anos, história ao se tornar a primeira sul-americana a participar dos Jogos Olímpicos. Foi pioneira para o Brasil.

Poliana Okimoto, 33, é pioneira agora. É a primeira nadadora brasileira a ganhar medalha em uma Olimpíada.

Tendo as águas abertas como uma intersecção em suas biografias, ambas são hoje os maiores nomes da história da natação feminina brasileira.

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