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Bombardeio saudita a hospital no Iêmen deixa ao menos 7 mortos

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Bombardeios da coalizão liderada pela Arábia Saudita nesta segunda-feira (15) atingiram um hospital no norte do Iêmen. Ao menos sete pessoas morreram e 13 ficaram feridas, informaram autoridades locais.

O hospital é administrado pela ONG Médicos Sem Fronteiras, que confirmou o ataque em sua conta no Twitter, sem precisar número de vítimas ou feridos.

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Uma testemunha do ataque afirmou à agência de notícias Reuters que os médicos não puderam retirar imediatamente os pacientes do local porque aviões militares seguiam sobrevoando a área.

Os bombardeios ocorreram na província de Hajja, que é controlada pela milícia rebelde houthi. Eles lutam desde 2014 contra o governo reconhecido internacionalmente.

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O conflito no Iêmen é uma das reviravoltas registradas após as manifestações populares de 2011 no Oriente Médio. O então ditador Ali Abdullah Saleh foi forçado a renunciar.

Iemenitas reuniram-se em um diálogo nacional para discutir o futuro do país, no que foi visto como um exemplo para a região.

Em 2014, porém, a milícia houthi -em constante atrito com o governo- tomou a capital, Sanaa, e no início do ano seguinte dissolveu o Parlamento.

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Em 2015, o confronto escalou, com a entrada de outros atores regionais. Uma coalizão liderada pela Arábia Saudita e conta com países como Jordânia e Egito passou a bombardear posições dos houthi.

Os houthi são aliados do ex-ditador Saleh e supostamente apoiados pelo Irã e pela milícia xiita libanesa Hizbullah.

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