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China vai mal e britânicos aproveitam para tentar resultado olímpico histórico

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RODRIGO MENEGAT

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Durante a preparação para a Rio-2016, a China planejava superar os Estados Unidos, maior potência esportiva do mundo. Na competição, porém, a nação asiática está decepcionando e perdeu o posto de segunda força olímpica para a Grã-Bretanha.

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No final do nono dia dos Jogos de Londres-2012, os chineses já tinham conquistado 30 medalhas de ouro. No Brasil, foram apenas 15 no mesmo período.

Bastou aos britânicos manter desempenho próximo ao dos últimos Jogos que sediaram --2014;algo que não é fácil de fazer, já que a performance dos donos da casa costuma ficar acima de média histórica--2014; para superarem os rivais asiáticos no quadro de medalhas, ao menos por enquanto.

No início desta segunda (15), a Grã-Bretanha está empatado em número de ouros com a China, mas leva vantagem no número de medalhas de prata: 16 contra 14.

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O ciclismo é o carro-chefe da delegação britânica, que levou quatro dos dez ouros disputados até aqui na modalidade, que ainda tem mais quatro pódios em jogo. No remo, foram três ouros de um total de 14.

Outros países com tradição olímpica, mas que encolheram diante do avanço dos chineses nas últimas edições dos Jogos, também parecem ter se aproveitado do início hesitante dos asiáticos.

Ao final do nono dia de Londres-2012, os australianos tinham apenas uma medalha de ouro; no Rio, já têm seis. A Rússia, mesmo desfalcada de atletas envolvidos com doping, já tem nove ouros na Rio-2016, contra quatro no mesmo período em 2012.

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Nenhum desses, porém, parece ser uma ameaça tão grande aos chineses quanto os britânicos.

INVERSÃO

Para reverter a largada ruim, a China precisa ter, a partir de agora, uma trajetória olímpica praticamente oposta da que aconteceu em Londres-2012.

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Nos Jogos de Londres-2012, depois do início fulminante, o ímpeto dos atletas do país diminuiu. Na semana final, vieram apenas oito ouros, totalizando 38 no encerramento da competição.

Até o final do 12º dos 16 dias de competição na Inglaterra, a China liderou o quadro de medalhas. No 13º, foi ultrapassada pelos EUA, que encabeçaram a contagem de ouros ao fim do torneio.

Se continuarem no ritmo atual, os chineses vão ter seu pior resultado desde os Jogos de Sidney-2000, quando ficaram em terceiro.

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Já os britânicos, se mantiverem o segundo lugar no quadro de medalhas até o dia 21 de agosto, quando a Rio-2016 acaba, vão garantir a melhor participação olímpica desde 1908, quando ficaram em primeiro lugar. Na ocasião, os Jogos aconteceram em Londres pela primeira vez.

Uma boa notícia para o país é que oito medalhas da vela, esporte em que os britânicos são os maiores vencedores da história, ainda estão em jogo, além das últimas quatro do ciclismo.

Entre os esportes que mais renderam medalhas de ouro aos chineses, ainda há três pódios em disputa nos saltos ornamentais e cinco na ginástica.

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