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Aos 33, Poliana Okimoto sobe ao pódio 20 anos após 1ª convocação para seleção

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MARIANA LAJOLO

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A nadadora brasileira Poliana Okimoto, 33, conquistou a medalha de bronze na maratona aquática, nesta segunda-feira (15). Ela havia terminado a prova de 10 km em quarto lugar, mas contou com a desclassificação da francesa Aurelie Muller para subir ao pódio. Muller fez uma manobra irregular na disputa pela medalha de prata ao se apoiar na italiana Rachele Bruni, que herdou o segundo lugar. Ana Marcela, que era uma das favoritas, não fez uma boa prova e chegou apenas em 10º lugar. A holandesa Sharon Van Rouwendall levou a medalha de ouro com grande distância sobre as demais.

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TRAJETÓRIA

Poliana Okimoto quase não se lembra de sua vida sem a natação. Aos sete anos, já competia. Aos 13, recebeu sua primeira convocação para a seleção brasileira.

Filha de uma mistura de japoneses com mineiros, entrou na piscina aos dois anos para aprender a nadar. Quando não estava no treino, sempre dava um jeito de encontrar uma piscina para brincar.

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Seu primeiro desafio aconteceu ainda na academia. Ela fazia aulas na piscina pequena, para iniciantes, quando o treinador lhe disse que, no dia seguinte, ela iria para a maior.

Poliana disse que não, que tinha medo. No dia seguinte, no entanto, aceitou o desafio e se apaixonou.

Logo ela percebeu que não levava jeito para a velocidade. Nas provas de 25 m e 50 m não conseguia subir ao pódio. Mas era muito resistente, ganhava de todo mundo nos treinos.

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Com 12 anos, fez sua primeira prova de 400 m e ganhou o título paulista, com direito a recorde. Aos 13, foi para o Campeonato Sul-Americano na Colômbia e ganhou três provas: 800 m, 1.500 m e 400 m livre.

Em 2006, disputou sua primeira maratona aquática, logo no Mundial. Ela nem sabia o que esperar, nadou bem e levou duas pratas, nos 5 km e 10 km.

A escolha pela maratona foi quase imposição do treinador e marido, Ricardo Cintra. Ele via que ela levava jeito nos treinos e resolveu levá-la ao mar para se adaptar.

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Pequena, 1,65 m e 61 kg, ela já teve um tímpano perfurado por conta de uma cotovelada de uma rival, já nadou com peixes, pinguins e leões marinhos.

Só teve medo de uma prova em que as águas vivas queimavam a pele dos atletas. Mas nunca pensou em desistir. Aos 33, a segunda mais velha da final olímpica, encarou um mar tranquilo em Copacabana para finalmente subir ao pódio com o bronze.

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