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Em cerimônia no Rio, Serra afirma que Venezuela não presidirá o Mercosul

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PATRÍCIA CAMPOS MELLO, ENVIADA ESPECIAL

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Em cerimônia de homenagem aos 11 atletas e técnicos israelenses assassinados na olimpíada de Munique em 1972, neste domingo (14), o ministro das Relações Exteriores, José Serra, afirmou enfaticamente que a Venezuela não vai presidir o Mercosul.

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"A Venezuela -o presidente Nicolás Maduro- não vai presidir o Mercosul. Essa certeza todos podem ter", disse.

O Mercosul está sem presidente desde o dia 1º de agosto, depois que o Uruguai deixou a presidência rotativa, mas Paraguai e Brasil apresentaram resistência para que a Venezuela assumisse.

O governo venezuelano seria o próximo a assumir o posto, por seis meses, na sequência estabelecida, que é a ordem alfabética dos países. Caracas já esteve à frente do bloco de julho de 2013 a julho de 2014, mas agora o argumento do Brasil, do Paraguai e da Argentina é que o país não cumpriu todas as exigências para se tornar membro permanente do bloco até o prazo do último dia 12.

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Serra também lamentou as manifestações de antissemitismo na Rio-2016, que chamou de "deploráveis". Um judoca egípcio se recusou, na última semana, a apertar a mão de um judoca israelense.

Pela primeira vez, o COI (Comitê Olímpico Internacional) fez uma homenagem oficial aos atletas israelenses mortos por terroristas palestinos em 1972, com cerimônia na vila dos atletas na semana passada.

Neste domingo, a Prefeitura do Rio fez uma homenagem no palácio da cidade. "É um avanço do COI, que se omitiu de alguma forma desde 1972. É a primeira vez que faz um reconhecimento dentro da própria Olimpíada. Vejo com alegria a homenagem a essas pessoas que foram assassinadas pelo fanatismo, pelo terrorismo."

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Em relação à preocupação com o terrorismo nos jogos do Rio, Serra afirmou: "Havia um certo exagero, mas de todo modo precisamos ficar bastante vigilantes".

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