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Prata no solo e sinônimo de ginástica no Brasil, Diego Hypolito supera traumas

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EDUARDO GERAQUE E MARIANA LAJOLO, ENVIADOS ESPECIAIS

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Por muito tempo, Diego Hypolito, 30, foi sinônimo de ginástica masculina no Brasil.

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Praticamente fora da Olimpíada há alguns meses, ele focou no objetivo que era voltar aos Jogos. Com os resultados nos treinos e a necessidade de a equipe brasileira ter um especialista no solo, acabou conquistando a sonhada vaga.

E, na final por aparelhos, levou a prata.

Bicampeão do mundo no seu aparelho preferido, voltou a disputar uma final olímpica depois de oito anos.

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Na prova na Arena Olímpica do Rio, Diego mostrou que, enfim, como ele mesmo disse nesta semana, conseguiu superar seus traumas olímpicos.

"Cai de bunda, cai de cara. Mas estou aqui. Há alguns meses nem na Olimpíada estava", afirmou o atleta no Rio, depois de se classificar para as finais.

Em Pequim-2008, após obter a vaga na final em primeiro lugar no solo, o ginasta foi para a sua primeira decisão olímpica favorito a ganhar a primeira medalha da história da ginástica para o Brasil.

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Após uma queda na sua apresentação, conseguiu apenas o sexto lugar na decisão.

Quatro anos depois, em Londres-2012, outra queda, desta vez na fase classificatória. Diego, então, nem conseguiu chegar à final.

"Ralei muito para estar aqui. Fui a três Olimpíadas, não tenho que ter vergonha de nada. Sei que posso realizar", disse o ginasta, que chorou muito logo depois de terminar sua participação no solo na fase classificatória.

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Coube a Arthur Zanetti, nas argolas, ser o primeiro medalhista de ouro da ginástica brasileira, com o triunfo dele em Londres-2012. Os dois, inclusive, passaram a dividir o mesmo treinador na fase final de preparação para os Jogos do Rio-2016.

Diego só faz elogios ao colega da seleção. "Ele merece tudo que ele tem", disse.

Mas, o fato de Diego Hypolito ser um dos pioneiros também ficará lembrado na história da ginástica nacional.

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Ele, hoje, que nasceu em São Paulo, mas cresceu no Rio, fez sua última apresentação em uma arena olímpica.

Diego e Arthur Nory, que venceu o bronze depois de uma execução segura no solo, também entram para a história da ginástica brasileira.

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