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Após troca de água, piscina do Maria Lenk volta a ser azul para nado sincronizado

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CAMILA MATTOSO, ENVIADA ESPECIAL

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Uma das piscinas do Centro Aquático Maria Lenk, onde serão realizadas as competições de nado sincronizado a partir deste domingo (14), voltou a ser azul.

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Desde o começo da semana, a água das duas piscinas do local estava verde, principalmente a utilizada nos saltos ornamentais, que continua com a mesma coloração.

Depois de diversas tentativas frustradas, o Comitê Rio-2016 decidiu esvaziar a piscina de nado sincronizado -onde até este sábado eram realizados os jogos de polo aquático. A medida funcionou, como a Folha verificou nesta manhã.

No caso da piscina que continua verde, o comitê afirmou que o tratamento para voltar à condição normal continua sendo feito, mas no momento não considera a troca de água.

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O palco do nado sincronizado era considerado prioridade porque o esporte exige transparência da água para que os juízes possam avaliar a execução dos movimentos pelas atletas.

EXPLICAÇÃO

Em entrevista coletiva neste sábado (13), o diretor de Instalações do comitê, Gustavo Nascimento, disse que as causas mais prováveis para o problema foram o uso inadequado de um produto químico e a falha de um detector eletrônico, que deveria ter identificado a substância.

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"Foi usado peróxido de hidrogênio na piscina, que anulou o cloro. Um equipamento foi traído e não detectou que o cloro havia sido anulado, deixando que matéria orgânica se proliferasse", afirmou.

O órgão sempre disse que a mudança de cor não oferecia risco à saúde dos atletas, apesar de algumas reclamações terem sido feitas, por exemplo por atletas australianos, que sentiram ardência nos olhos.

Na sexta (12), o diretor de comunicação, Mario Andrada, afirmou que uma das coisas descobertas nesta Olimpíada é que a "química não é uma ciência exata".

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