Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Brasil passa em branco na natação pela primeira vez desde Jogos de Atenas-2004

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

MARIANA LAJOLO E PAULO ROBERTO CONDE, ENVIADOS ESPECIAIS

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Com o oitavo lugar de Etiene Medeiros (50 m livre) e o sexto do revezamento 4 x 100 m medley nas finais deste sábado (13), a natação brasileira deixa os Jogos Olímpicos do Rio com viés de baixa na competição em que deveria ter atingido seu apogeu.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A equipe nacional, que teve seu maior número de participantes na história do evento (33), não transformou o bom ciclo olímpico que fez em resultados no Estádio Aquático.

A CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) se defende e aponta que os nadadores obtiveram o recorde de finais, oito, contra cinco de Pequim-2008 e seis de Londres-2012. Porém, há um diferencial incontestável: nas duas edições olímpicas referidas, o Brasil saiu com dois pódios em cada uma. Além disso, obteve na piscina cinco pódios no Mundial de Barcelona, em 2013, e quatro no de Kazan, em 2015.

Na China, Cesar Cielo faturou ouro nos 50 m livre e bronze nos 100 m livre. Na Inglaterra, Thiago Pereira foi prata nos 400 m medley e Cielo acabou com o bronze nos 50 m livre.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No Rio, o melhor resultado até a sexta (12) foram os quintos lugares de João Gomes Júnior nos 100 m peito e do revezamento 4 x 100 m livre.

A última vez que a natação do país deixou uma Olimpíada sem medalha foi em 2004.

PERFORMANCE EM QUEDA

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mais temerário do que a falta de medalhas em si foi a decaída brusca nos tempos. Só Manuella Lyrio (200 m livre), Etiene Medeiros (50 m livre) e o 4 x 200 m livre feminino bateram recordes continentais.

No mais, o que se viu foram pioras acentuadas. A mesma Etiene que chegou à final dos 50 m livre -terminou a prova na última posição- nem passou das eliminatória dos 100 m costas. Marcou 1min01s70, sendo que seu melhor na carreira era de 59s61, de 2015.

Leonardo de Deus ficou fora da decisão dos 200 m borboleta por nadar 1s6 mais lento do que sua melhor marca pessoal. Se apenas se aproximasse dela, estaria na final.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Durante a semana, ele chegou a dizer que a natação "não estava fazendo bonito". Depois, moderou o discurso.

Nos 200 m peito, Thiago Simon obteve um tempo nas eliminatórias praticamente seis -é isso, seis- segundos mais fracos do que quando conquistou a medalha de ouro no Pan de Toronto, há um ano.

Houve dois casos que, no entanto, foram mais dolorosos. Principais chances de medalha do país, Thiago Pereira e Bruno Fratus ficaram, respectivamente, em sétimo e sexto nos 200 m medley e 50 m livre.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se tivessem feito as melhores marcas, poderiam ter sido prata e ouro, pela ordem.

"Foi muito ruim", resumiu Fratus, com franqueza, após terminar sua prova, vencida pelo norte-americano Anthony Ervin, 35, com 21s40.

Fratus fez, em dezembro passado, 21s37 durante a primeira seletiva olímpica nacional, realizada em Palhoça. Cesar Cielo perdeu a vaga nos Jogos em abril, na seletiva.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para Ricardo de Moura, diretor-executivo da CBDA, a natação brasileira atravessa um "período de entressafra", com a chegada de novos nomes em substituição a veteranos.

"Todo planejamento foi feito e construído. A aclimatação foi a melhor possível. Vamos ter que analisar o que aconteceu, quem melhorou, quem piorou", complementou.

Moura afirmou que "gostaria de ter uma medalha" e que, dentro da equipe, houve níveis diferentes de ambição. "Não houve o mesmo nível de experiência, de desejo", afirmou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No Rio, a equipe brasileira teve 33 nadadores. A CBDA mudou o critério de convocação para inchar a equipe: em vez de usar o tempo do oitavo colocado do Campeonato Mundial imediatamente anterior, usou índices estabelecidos pela Fina (Federação Internacional de Natação).

Moura disse que a tendência é a de que, no futuro, volte a adotar critérios mais rígidos. "Nós vamos avaliar com carinho."

O treinador-chefe da equipe masculina, Alberto Pinto da Silva, considera que houve "dificuldade de concretizar" oportunidades criadas com as chegadas em finais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Acho que nós evoluímos. Nós sempre esperamos medalhas, mas a natação não é um esporte matemático", disse o nadador Guilherme Guido.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV