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Campanha do basquete feminino não foi um vexame, diz técnico após 5ª derrota

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BRUNO VILLAS BÔAS

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A campanha da seleção feminina de basquete do Brasil não foi um vexame na Rio-2016, apesar de ter sido a pior de sua história, disse o técnico da equipe, Antônio Carlos Barbosa, 71.

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O Brasil perdeu neste sábado (13) por 79 a 76 para Turquia, na Arena da Juventude, em Deodoro. Com isso, encerrou sua participação na Rio-2016 com cinco derrotas em cinco jogos, no último lugar no grupo A.

Desde a primeira participação em Jogos Olímpicos, em Barcelona-1992, a seleção feminina de basquete nunca tinha terminado uma Olimpíada sem conseguir vencer ao menos uma partida.

"Se observarmos a frieza dos números, que não ganhei nenhum jogo, você vai dizer: 'que vexame', né? Mas não houve vexame", disse o técnico ao fim da partida, perdida pela seleção na segunda prorrogação.

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"Fizemos um bom jogo com a Austrália, Bielorrússia [Belarus], França e hoje [sábado] também. E, em todos esses jogos, se fizermos uma edição dos lances, foram bolas bobinhas que fomos perdendo, faltas desnecessárias", disse.

Em Pequim-2008 e Londres-2012, a seleção chegou a perder as quatro primeiras partidas, mas conseguiu despedir-se dos Jogos Olímpicos com uma vitória no quinto jogo.

Barbosa culpou em parte o lado emocional das jogadoras, o que teria atrapalhado o desempenho tático em momentos cruciais das partidas durante a Olimpíada.

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Segundo ele, a falta de controle emocional seria o ônus de jogar em casa. O bônus seria o entusiasmo da torcida.

"Eu estou frustrado, mas não estou decepcionado", disse. "Esse grupo aqui é bom, mesmo com essas que vão sair fica uma base boa ainda", disse o técnico.

Ele se referia à armadora Adrianinha, 37, e à ala-armadora Iziane 34, que decidiram encerrar a carreira de jogadoras.

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Barbosa culpou a a falta de apoio à modalidade e defendeu que se amplie o número de campeonatos e times femininos de basquete no país.

"Toda menina hoje um pouco mais alta vai jogar vôlei e não basquete. Ela é atraída pela fama, pelo melhor dinheiro", disse.

Iziane fez contra a Turquia sua última partida profissional. Ela volta a São Luís, no Maranhão, onde vai preparar sua campanha para vereadora pelo PSL (Partido Social Liberal).

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Principal liderança da equipe, Iziane teve um desempenho irregular durante a competição. Além do emocional, ela culpou a falta de partidas e amistosos da seleção brasileira de basquete antes da Rio-2016.

"Nosso emocional acaba agindo e valorizamos muito o erro. Isso desequilibra, não obedece taticamente. Contra uma equipe mais fraca, isso passa despercebido. Aqui, isso é um diferencial", disse a ala-armadora.

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