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ATUALIZADA - Após dia ruim, Scheidt precisa de regata perfeita para tentar o bronze

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ITALO NOGUEIRA

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O velejador Robert Scheidt, 43, precisa de uma regata quase perfeita na segunda-feira (15) para chegar ao sexto pódio e se isolar como o maior medalhista do país.

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O desafio foi criado após duas regatas ruins neste sábado (13) que o deixaram em quinto na classificação geral e distante dos líderes. Por causa da pontuação acumulada, Scheidt só pode conquistar agora a medalha de bronze na classe laser.

Para obtê-la, terá de colocar na "medal race" quatro barcos entre o seu e o do neozelandês Sam Meech, atual terceiro colocado. Precisa ainda manter-se à frente do francês Jean Baptiste Bernard, em quarto após 12 provas.

"Não é impossível, mas é uma situação bem mais difícil do que estava ontem [sexta, quando estava em segundo]. Vamos lutar para ver. Ainda tenho possibilidade de brigar por uma medalha. Tem que entrar para tentar ganhar. É isso que a gente vai fazer", disse Scheidt, com semblante cabisbaixo em razão do desempenho nas duas últimas regatas.

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O pior resultado foi na primeira disputa do dia, na raia Pão de Açúcar e acompanhada pela torcida na areia da praia do Flamengo.

Scheidt optou por ficar em um lado da flotilha em que o vento não ajudou. Largou em 31º e teve de recuperar-se durante a prova. Terminou em 26º. Na outra regata do dia, ficou em 11º.

"Foi um dia bem frustrante. Estava um dia lindo, com vento. Velejei abaixo do que eu sei. Não larguei muito bem. O princípio da regata custou muito. Depois, na segunda e terceira volta, insisti muito no lado esquerdo da raia que teoricamente era melhor. Mas não deu", disse ele.

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Scheidt tenta se tornar isolado o maior medalhista do país -atualmente está empatado com Torben Grael, com cinco pódios.

A mulher do brasileiro, a lituana Gintare Scheidt, não tem mais chances de medalha na classe laser radial.

Outra esperança de medalha na vela do Brasil terminou bem o dia. A dupla Martine Grael e Kahena Kunze, da classe 49er FX, mantiveram-se na segunda posição após cinco regatas -são 13 no total.

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Elas estão atrás apenas da dupla dinamarquesa Jena Hansen e Katja Steen Salskov-Iversen, que mantiveram impressionante regularidade. Apesar de não ter vencido nenhuma regata, ficou sempre entre os quatro primeiros -na vela, vence quem mantém os melhores resultados somados.

"No começo do campeonato é muito difícil querer pensar nos outros competidores. Tem que pensar em fazer o seu melhor e depois no final ver onde está", disse Martine.

O outro representante da família não teve desempenho tão bom. O velejador Marco Grael e Gabriel Borges ficaram na nona posição após cinco regatas, restando outras oito.

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Neste domingo (14) começam as regatas da medalhas. A primeira é a classe RS:X, na qual o Brasil tem remotas chances de pódio.

Patrícia Freitas precisa de uma combinação improvável de resultados para sair da nona posição e ficar entre os três primeiros. Já Ricardo Winicki, o "Bimba", não tem chance de pódio.

Na classe laser radial, a brasileira Fernanda Decnop ficou em último e não disputa a regata da medalha.

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Na classe finn, Jorge Zarif está em sexto e tenta se aproximar dos líderes, faltando três regatas, incluindo a da medalha.

A dupla Isabel Swan e Samuel Albrecht, na Nacra 17, tem apenas uma prova para tentar sair da 11ª posição e se classificar para a "medal race" -apenas os dez primeiros participam da última disputa.

Na classe 470 feminina, Ana Barbachan e Fernanda Oliveira estão em sétimo após metade das regatas concluídas. Na masculina, Henrique Haddad e Bruno Bethlem estão na 24ª posição.

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