Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Venezuela não cumpriu normas, diz Paraguai

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

LUCIANA DYNIEWICZ

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - O governo paraguaio enviou uma carta a seus parceiros do Mercosul neste sábado (13) em que afirma que a Venezuela não cumpriu com as normas do bloco e, por isso, pede uma revisão jurídica da situação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O prazo para que o governo de Nicolás Maduro se adequasse às regras venceu às 23h59 de sexta.

Sem respeitar as exigências, a Venezuela poderá ser "rebaixada" no bloco. "O país pode deixar [de ser um membro pleno], mas isso será analisado nos próximos dias", afirmou à reportagem o ministro de Relações Exteriores do Paraguai, Eladio Loizaga.

No documento, o chanceler diz que seu país já foi submetido a episódios injustos e ilegais, em referência ao fato de ter sido suspenso do Mercosul em 2012 após o presidente Fernando Lugo sofrer impeachment em menos de 48 horas, em um processo considerado ilegítimo pelos demais países-membros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"A República do Paraguai, apesar dos acontecimentos a que foi submetida (...) por exercer disposições constitucionais, sempre conservou sua vocação de integração, baseada em profundo compromisso com os postulados de fundação do Mercosul."

Loizaga disse que a posição de seu país não é de vingança pelo ocorrido em 2012. "Se fosse revanche, o Paraguai não teria aprovado posteriormente a participação da Venezuela no bloco."

A crise no grupo se arrasta há alguns meses porque Paraguai, Brasil e Argentina se opõem a Maduro, com a justificativa de que seu governo não respeita direitos humanos, mantendo presos políticos de oposição.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Venezuela teria a Presidência rotativa do Mercosul neste semestre (pela regra, o comando muda a cada seis meses em ordem alfabética), mas não assumiu porque os membros se negaram a fazer uma reunião de cúpula -apesar de Caracas ter feito até uma cerimônia de hasteamento da bandeira do bloco.

O Mercosul está sem comando há 15 dias, desde que o Uruguai (o único país que concorda com a liderança venezuelana) deu por encerrado seu período de liderança.

Um dos argumentos utilizados contra a Venezuela é que o país não cumpre com as obrigações de adesão ao mercado comum.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Diante desse cenário, resolveu-se esperar o prazo de adequação da Venezuela vencer. Agora, técnicos dos governos deverão se reunir do próximo dia 23 para analisar a situação.

Sem chefia, o Mercosul poderá ter suas negociações internacionais com terceiros atrasadas, a implementação de acordos firmados com outros países congeladas e não fechar novas parcerias.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV