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ATUALIZADA - Em menos de 35 horas, Nadal vai à semi no individual e leva ouro nas duplas

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JOSÉ HENRIQUE MARIANTE, ENVIADO ESPECIAL

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Rafael Nadal, aquele que chegou ao Rio com o pulso em frangalhos e era dúvida para o clássico, alcançou uma semifinal e uma medalha olímpica em menos de 35 horas. Entre a última quinta (11) e sexta-feira (12), contra um francês, dois canadenses, um brasileiro e dois romenos, gastou exatas oito horas e meia em quadra como se ainda fosse um garoto, e não mais o veterano de 30 anos, ex-líder do ranking mundial e que estava no estaleiro desde o final de maio.

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"Chegar a esse ponto era inimaginável para mim há algumas semanas. Eu não sabia o que podia acontecer, não fiz nenhuma preparação para este torneio. É formidável", disse o de novo garoto de Mallorca, ouro de novo em Olimpíadas. "Venci em Pequim e não pude ir a Londres. Conseguir estar aqui e fazer tudo isso é uma conquista, um dos pontos altos da minha carreira."

No dia 26 de maio, em Paris, Nadal anunciou que desistia de Roland Garros para cuidar do pulso esquerdo, problema crônico de tenistas. O espanhol ficou parado desde então e até a semana anterior à Olimpíada. Chegou ao Rio como incógnita e apenas na véspera da estreia foi confirmado pela técnica do time espanhol, Conchita Martínez.

Nesta sexta (12), após jornada dupla na quinta e o anúncio do abandono da aventura nas duplas mistas, o número 5 do mundo iniciou o dia às 14h59: entrou na quadra central para enfrentar Thomaz Bellucci e com ele ser festejado. "Foi muito legal, Thomaz e o público estão de parabéns", declarou após a partida em que cedeu apenas o segundo set nesta Olimpíada, o primeiro para o rival brasileiro em sua carreira.

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Um bom jogo, em 2/6, 6/4 e 6/2, onde Bellucci soube aproveitar a largada tardia do espanhol. "Demorei para pegar o ritmo", contou Nadal, que se reinventou em quadra. "É muito complicado jogar contra um cara assim", resumiu o brasileiro, que ganhou um tapinha nas costas de incentivo do rival e o nome gritado pelo estádio. Lembranças de uma semana, segundo ele, "feliz". "Foi uma das partidas mais emocionantes da minha vida." Às 19h14, Nadal entrou pela segunda vez em quadra para de novo ser festejado. Ao lado do companheiro Marc López, em outro jogo duro, fez 6/2, 3/6, 6/4, contra Florin Mergea e Horia Tecau.

E neste sábado (13), por volta das 14h, volta à ação para enfrentar na semifinal Juan Martin del Potro, outro tenista que sofre com lesões no pulso e ausências ainda mais drásticas, outra história resgatada por esta Olimpíada. Kei Nishikori e Andy Murray decidem a outra vaga na final, que será disputada no domingo.

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