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ATUALIZADA - Ao final de primeira semana de vela, atletas não reclamam da água

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Após cinco dias de competições de vela, todas as sete raias já foram usadas e as dez classes competiram. A impressão geral dos atletas sobre a água é a de que ela está adequada.

"Está normal. Ninguém da minha equipe ficou doente nem fomos atrapalhados por lixo nas raias", disse a chinesa Lijia Xu.

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O evento-teste, em agosto de 2015, registrou 43 casos de mal-estar em atletas, treinadores e juízes. Apenas entre os velejadores, a taxa foi de quase 9%, segundo a comissão médica da Isaf (federação internacional de vela).

"Mas a minha preocupação aqui é uma só: velejar o mais rápido que puder. Não fico me preocupando com a água, mas com a competição", disse Xu.

Para o americano Thomas Barrows, a qualidade da água vem melhorando desde que ele chegou ao Rio para treinar, em maio.

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"A gente vê lixo na água, mas isso acontece em toda grande cidade", minimizou.

Os atletas têm demonstrado irritação com o assunto da água, que muitas vezes ofusca a competição em si.

"É uma pena que se fale mais disso do que dos atletas e suas histórias", lamentou Barrows.

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Nas competições desta sexta (12), o brasileiro Robert Scheidt subiu duas posições e assumiu o segundo lugar no ranking geral de laser, atrás do croata Tonci Stipanovic. Faltam duas regatas e a medal race para a definição das medalhas.

"Consegui uma excelente recuperação e consegui chegar em quarto na regata. Foi um milagre", disse ele.

"Como vocês viram, tudo pode mudar. Eu sabia que tinha chance ainda. Fiz uma recuperação difícil de se fazer em um nível desse. Depois eu fui animado para a segunda regata. Larguei melhor, sempre entre os primeiros, e o quinto lugar está ótimo", afirmou Scheidt.

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A brasileira Patrícia Freitas conseguiu ficar entre as dez melhores na classe RS:X, portanto vai à medal race, que acontece no domingo, mas tem poucas chances de medalha.

"Não tive resultados ruins, fiquei entre as dez primeiras nas três regatas. Mas as meninas que estavam na frente conseguiram uma média melhor e dispararam na frente. O campeonato como um todo foi legal. Desperdicei pontos por azar. Meu objetivo é conseguir uma posição melhor", disse Freitas.

Ricardo Winicki, o Bimba, também vai para a medal race, mas sua pontuação não é suficiente para que ele possa brigar por uma medalha.

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"Meu primeiro objetivo era entrar na regata da medalha e eu consegui. Sabia que seria muito difícil ganhar dos caras que vem sempre encabeçando os pódios. Estou satisfeito. Fiquei entre os dez melhores do mundo pela quarta Olimpíada seguida, independentemente do resultado final", afirmou Bimba.

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