Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

alavam que eu rebolava, diz brasileiro após marca histórica na marcha atlética

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

MARCEL RIZZO

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Nove anos sendo xingado enquanto treinava. E Caio Bonfim, 25, desabafou após conseguir o melhor resultado brasileiro na história olímpica da marcha atlética - o anterior era um 14° lugar de José Alessandro Bagio, em Atenas-2004 e Pequim-2008.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Bonfim terminou em quarto lugar na tarde desta sexta-feira (12), na prova dos 20 km, realizada em circuito montado na praia do Pontal, zona oeste do Rio. Ficou a apenas cinco segundos de distância do australiano Dane Bird-Smith, medalhista de bronze. O ouro foi para o chinên Zen Whang e a prata para outro chinês, Zelin Cai.

A perda da medalha por tão pouco, depois de correr mais de uma hora e 19 minutos, não tirou o sorriso da boca de Caio Bonfim.

"Foram nove anos treinando e sendo xingado, falavam que eu rebolava, chamavam de viado, mandavam trabalhar. Mas está aí, tem um brasileiro quarto do mundo na marcha atlética", disse o marchador.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O estilo de corrida marcha, que obriga o atleta a sempre estar em contato com o solo com ao menos um dos pés, o que dá a impressão de um rebolado, fazia com que Caio, que arriscou jogar futebol mas não tinha talento, ouvisse piadinhas por onde treinava, próximo a Sobradinho, cidade satélite de Brasília, onde nasceu.

Mas, ao chegar em casa, tinha o conforto dos pais. E foi para eles que o brasileiro dedicou a boa posição. Nem para patrocinadores, nem para os torcedores brasileiros. Para os pais João Bonfim e Gianetti Sena Bonfim --2013; a mãe, por sinal, foi marchadora e quem inspirou o filho.

"Tive 'paitrocínio', principalmente no incentivo. Essa boa posição é para eles, em um esporte pouco conhecido aqui, mas que eu acho ser o mais difícil e bonito do atletismo", afirmou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sua mãe estava na arquibancada, e passou mal a partir do quilômetro 16. Depois melhorou e pôde ver o fim da prova do filho, que teve enorme evolução do 39° lugar conquistado em Londres.

"Hoje acordei e pensei, vai ser um grande dia. Eu dei meu máximo nas duas últimas voltas, fiz a melhor volta da minha vida. Por isso termino feliz. O capitalismo diz que é preciso ter medalha, mas um brasileiro ser o quarto do mundo em um esporte pouco popular é fantástico", afirmou.

Caio Bonfim ainda vai correr a prova dos 50 km, na próxima sexta (19) --2013; em que não deve repetir o bom resultado, já que sua especialidade são os 20 km. O Brasil ainda tem esperança de medalha na marcha com Erica Sena, nos 20 km feminino, também na próxima sexta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV