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Nobres em seus países, príncipe e xeque árabes se enfrentam no tiro na Rio-2016

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BRUNO VILLAS BÔAS

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Os atiradores Nasser Al-Attiya, 45, do Qatar, e Saeed Almaktoum, 39, dos Emirados Árabes, têm mais em comum do que serem rivais no tiro ao prato (skeet) na Olimpíada do Rio. Eles são da nobres em seus países.

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Os dois participaram nesta sexta-feira (12) do primeiro dia da prova de qualificação da modalidade, no Centro de Tiro, em Deodoro. O segundo dia da modalidade será no sábado (13).

Nasser Abdullah Al-Attiyah teve o pior desempenho dos dois: 30º lugar, com 58 pontos. Nessa prova, ele atiram com uma espingarda calibre 12 em discos automaticamente arremessados.

Sua nobreza vem do parentesco de sua família com a monarquia absolutista do Qatar. Isso não lhe confere posição na linhagem de sucessão, mas basta para ser príncipe --2013;e muito rico.

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Conhecido pelos multitalentos, Al-Attiya é bicampeão do Rali Dakar e vice-campeão do Rali dos Sertões. Em 2009. "Já estive no Brasil várias vezes competindo", disse o príncipe à Folha.

Apesar do sucesso nas corridas, o príncipe queria uma medalha olímpica. E o tiro foi o caminho escolhido, porque "ajuda na concentração para o rally".

Em Londres-2012, ele concretizou o sonho ao ganhar a medalha de bronze exatamente na prova de tiro ao prato. A Olimpíada do Rio é a sexta do príncipe.

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Perguntado sobre o título de nobreza, Al-Attyah confirma que "somos da família real", mas tenta não dar muita importância a isso para seu desempenho.

"Isso não ajuda em nada. Esporte é esporte. Foi um dia ruim hoje, mas foi ruim para muitos atiradores. O importante é fazer o meu melhor amanhã", disse ele.

Seu rival Saeed Almaktoum, membro da família real do Kuwait e filho do ex-emir do país, teve um desempenho melhor nesta sexta-feira. Ele terminou em 14º lugar, com 70 pontos (pratos acertados). Abordado, ele fez gesto de que não falaria sobre a prova.

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Bilionário e dono de cavalos de corrida, Almaktoum ganhou a medalha de ouro no tiro de prato na Olimpíada de Atenas, em 2004, na modalidade fossa olímpica. Foi a primeira medalha da histórica do país.

Em seu caso, o tiro tem mais afinidade com uma prática antiga das realezas europeias: caçadas. Ele caça animais desde a infância. Mas esse hábito se transformou em uma prática esportiva apenas aos 34 anos.

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