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Mãe de Bolt diz que filho 'ficará muito chato' se sair do atletismo

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MARCEL RIZZO, ENVIADO ESPECIAL

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - "Espero que ele se torne um embaixador do atletismo e continua trabalhando com o esporte. Sem o atletismo ele ficará chato, muito chato."

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O pedido é de Jennifer Bolt, mãe do velocista jamaicano Usain Bolt. Ela diz acreditar que o filho seguirá ligado às pistas quando encerrar a carreira.

O jamaicano, recordista mundial dos 100 m e 200 m e bicampeão olímpico, já avisou que a Rio-2016 será sua última Olimpíada. Ele correrá, ao menos, até o Mundial de 2017, em Londres. Depois, deve parar, aos 31 anos.

"Ele espera ganhar. Conversei com ele ontem (11) na Vila Olímpica. Ele me disse: 'mãe, se eu não achasse que poderia vencer, não estaria aqui", disse Jennifer.

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O atleta entrará na pista do Engenhão já neste sábado (13), segundo dia das provas de atletismo, para as eliminatórias dos 100 m --a final da prova mais rápida será no domingo (14).

Jennifer, mais comunicativa, e o tímido mas bem-humorado pai de Bolt, Wellesley, conversaram com jornalistas na manhã desta sexta (12) em um hotel de um dos patrocinadores do atleta. A família do astro e sua equipe estão hospedados no local, localizado bem em frente à praia de Copacabana.

"O Rio? Estou adorando. E Usain também, mas ele está concentrado na prova", disse o pai do velocista.

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O papo durou cerca de 30 minutos. Ele relembrou a infância do atleta, na cidade de Trelawny, a três horas e meia de carro da capital jamaicana Kingston, numa época em que Bolt deixava de almoçar para correr.

Quando perguntados em que momento perceberam que Bolt era especial, responderam que foi "aos 12 anos". Jennifer afirmou que "ele já corria mais rápido e vencia todo mundo nas disputas do colégio".

"Aos dez anos eu já não o alcançava", disse.

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O único assunto proibido e vetado pelos organizadores foi doping. Um jornalista dos Estados Unidos quis saber o que achavam de um dos principais rivais de Bolt nesta Rio-2016, o americano Justin Gatlin, ter sido flagrado duas vezes em exames antidoping.

"Eles não falarão sobre isso", disse um dos representantes da empresa.

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