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Morre soldado que levou tiro após entrar em favela

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MARCO ANTÔNIO MARTINS

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O soldado Hélio Vieira, 35, agente da Força Nacional baleado na cabeça quarta-feira (10), após entrar por engano na comunidade Vila do João, no complexo da Maré, morreu nesta quinta (11). O anúncio foi feito no fim da noite pelo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, em sua conta em rede social.

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"Michel Temer decretará luto oficial pela morte de nosso herói. Honra e dignidade aos nossos policiais", publicou o ministro.

A morte de Vieira, que havia sido cedido pela Polícia Militar de Roraima, foi a primeira de um agente de segurança dos Jogos. No mesmo ataque, outro agente foi baleado.

Em entrevista à Folha de S.Paulo no mês passado, Moraes afirmou que a criminalidade causava mais preocupação do que o terrorismo na Olimpíada.

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O episódio do ataque aos agentes foi citado pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, no anúncio da modificação do planejamento de segurança para a área do Complexo Esportivo de Deodoro, na zona oeste do Rio.

A decisão veio após dois projéteis de fuzis serem encontrados no Centro Olímpico de Hipismo, no sábado (6) e na quarta (10), e um ônibus de jornalistas ser atacado quando trafegava pela Transolímpica, que liga Deodoro ao parque da Barra da Tijuca.

Uma das novidades é que os veículos oficiais da Rio-2016 passarão a ter escolta da Força Nacional. O Exército também mudou a escala dos militares, reduzindo folgas.

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Dos 5.500 homens destacados para a área de Deodoro, 1.833 estavam nas ruas diariamente. Com a mudança na escala, haverá 2.750. Assim, a Força espera reduzir a resistência de traficantes.

Desde a construção da Transolímpica, o Exército encontra resistência nas comunidades de Magalhães Bastos, localizadas junto à via e a pouco mais de um quilômetro do Complexo de Deodoro --que fica em área militar.

CERCO

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Jungmann classificou de grave o ataque aos agentes da Força Nacional, mas disse que não havia "a menor sombra de dúvida de que o Rio é uma cidade segura".

Em reação, o Exército cercou os acessos à comunidade às 2h da madrugada desta quinta, para impedir que bandidos deixassem a favela.

Pela manhã, policiais do Bope (Batalhão de Operações Especiais) e da PF iniciaram a operação pela comunidade. Quatro homens entre 18 e 32 anos foram baleados. Igor Barbosa Gregório, 23, morreu com um tiro na cabeça.

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"Foi uma operação para mostrar que não vamos admitir criminalidade", disse Moraes, ministro da Justiça.

Diferentemente do que se viu em outros grandes eventos que o Rio sediou, como o Pan-07, a Rio+20 (2002) e a Copa-2014, o aumento do efetivo de segurança não vem se mostrando suficiente para evitar problemas.

Há um total de 51 mil agentes destacados para a segurança da Olimpíada, dos quais 22 mil das Forças Armadas.

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"A diferença agora é que os militares, protagonistas dessa ação, mantiveram a velha ideia de que com o efetivo se assume o controle da cidade", afirma Newton Oliveira, professor de direito da Mackenzie e integrante da equipe que planejou a segurança do Pan-07.

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