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Força Nacional cerca complexo de favelas da Maré após agentes serem baleados

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Agentes da Força Nacional fizeram um cerco ao complexo de favelas da Maré, na zona norte do Rio, na manhã desta quinta (11). A ação acontece depois que três militares entraram na favela por engano e foram recebido a tiros por traficantes.

Na tarde desta quarta, um carro da Força Nacional foi atacado na Vila do João, uma das favelas do complexo dominada pelo tráfico de drogas. Dois militares ficaram feridos e um escapou ileso.

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O soldado Hélio Andrade foi atingido por um tiro de fuzil na cabeça e levado para o Hospital Municipal Salgado Filho, onde foi operado. A cirurgia durou quatro horas e meia e envolveu três neurocirurgiões.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o estado de saúde do militar era ainda muito grave na manhã desta quinta.

AÇÃO DOS TRAFICANTES

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Os policiais, todos de outros Estados, estão no Rio para a segurança dos locais de competição da Olimpíada.

Eles tentavam acessar a Linha Amarela, principal via até o Parque Olímpico da Barra, mas erraram a entrada e pegaram uma rua próxima que dá acesso à Vila do João, onde se depararam com traficantes.

Segundo testemunhas, foram feitos vários disparos de fuzil contra o veículo da Força Nacional.

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Após atirarem nos policiais, o criminosos fugiram para o interior da comunidade. Os agentes baleados foram socorridos por moradores, militares do Exército e por um taxista que passava pelo local.

A comunidade da Vila do João é uma das 17 que compõem o complexo da Maré, conjunto de favelas junto às três principais vias de acesso ao Rio: a avenida Brasil e as linhas Amarela e Vermelha.

O local é considerado um dos pontos sensíveis para a área de segurança da Olimpíada. Delegações e turistas estrangeiros passam junto à uma área dominada por duas quadrilhas de traficantes -Comando Vermelho e ADA (Amigo dos Amigos)- e uma outra de milicianos. Todas em constante conflito.

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Há um ano, os responsáveis pelo plano de segurança da Rio-2016 previam a instalação de uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) em todo o complexo.

Em todos os grandes eventos realizados no Rio desde a década de 1990, as favelas da Maré sempre foram ocupadas. Na Copa-2014, o Exército manteve um grupo em todas as suas comunidades.

A crise financeira do Estado e os ataques de traficantes a outras UPPs já instaladas levou a Secretaria de Segurança a recuar no projeto.

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Em janeiro deste ano, a ideia era ocupar os acessos do complexo com policiais militares. A ideia também foi deixada de lado.

Cogitou-se, por fim, solicitar que as Forças Armadas patrulhassem as entradas da comunidade. Os militares recusaram: temiam a repetição do desgaste causado pela ocupação da Maré entre abril de 2014 e junho de 2015.

Até hoje militares respondem a processos na Justiça Comum por abusos e agressões a moradores da favela.

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Ficou sob responsabilidade das Forças Armadas patrulhar apenas as vias expressas. Também não há policiamento no acesso à favela.

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