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Embaixador turco na Rússia defende transição na Síria com ajuda de Assad

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DIOGO BERCITO

MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) - O embaixador turco na Rússia afirmou nesta quinta-feira (11) que a "liderança política existente" na Síria pode tomar parte nas negociações para a transição no país. A declaração do embaixador Umit Yardim, feita durante uma entrevista coletiva, foi reproduzida por agências de notícias russas.

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A chancelaria turca ainda mantém a posição de que o ditador Bashar al-Assad não pode fazer parte do processo de transição. Mas a fala do diplomata sinaliza os primeiros efeitos da reaproximação entre a Turquia e a Rússia.

Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia, reuniu-se em São Petersburgo na terça-feira (9) com Vladimir Putin, sua contraparte russa, pela primeira vez desde novembro. A derrubada de um caça russo na fronteira síria havia tensionado as relações.

Ambos os líderes enfrentam um crescente isolamento na comunidade internacional. A Turquia é um dos principais membros da Otan (aliança militar ocidental), e a retomada do diálogo preocupa os EUA e a Europa.

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Apesar do terreno em comum entre ambos, Erdogan e Putin discordam de um ponto fundamental em suas relações: a abordagem em relação ao conflito sírio, em andamento desde 2011.

Erdogan exige a saída de Assad do poder, enquanto Putin é um dos principais aliados do ditador. Se a reaproximação entre Turquia e Rússia mudar a posição turca e colocar Erdogan ao lado de Assad, pode fortalecer a posição do regime sírio.

O embaixador afirmou, na coletiva de imprensa, que os países não vão subitamente mudar de opinião. Mas ambos concordam, disse o diplomata, em preservar a Síria como um único Estado e uma única estrutura política.

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ALEPPO

A Rússia é hoje um dos pilares que sustentam, no plano internacional, o regime de Assad. Putin vetou uma série de medidas contra a Síria no Conselho de Segurança das Nações Unidas durante os últimos anos.

As forças russas têm também papel fundamental no conflito em Aleppo, no norte da Síria, uma das batalhas mais importantes nos últimos anos de guerra civil. A Rússia havia anunciado um cessar-fogo humanitário diário de três horas, a partir desta quinta-feira.

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Rebeldes sírios afirmavam pela manhã que os bombardeios não haviam sido interrompidos, no entanto. Médicos em uma região da cidade controlada pela oposição enviaram mensagem ao governo dos EUA pedindo intervenção e o fim dos bombardeios contra os hospitais.

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