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Pichador suspeito de matar dentista se entrega à polícia

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AMANDA GOMES

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O pichador e ajudante de soldador Adolfo Gabriel de Souza, 38, suspeito de participar da morte do dentista Welinton Silva, 39, e de agredir seu pai, na madrugada de sábado (6), se entregou nesta quarta (10) à noite no 33º DP (Pirituba). "Eu não joguei pedra em ninguém, não matei ninguém", disse Souza, por telefone, à reportagem, horas antes de ser preso.

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O suspeito diz que, depois da pichação na casa das vítimas, no Jaraguá (zona norte), ele e mais quatro amigos foram beber em uma praça.

Souza conta que o aposentado chegou com um facão e quebrou o vidro de seu carro, um Gol (a polícia o identificou graças ao veículo). O pai do dentista também pegou a chave do carro, disse.

"Ele (o pai) perguntou se éramos os pichadores. Eu disse que sim, falei para trocar uma ideia e ele já veio para dar um facão na cabeça, mas coloquei a mão e acertou meus dedos", afirmou Souza.

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O suspeito disse que deu um empurrão no aposentado para se defender. Segundo a polícia, o dentista chegou logo depois para tentar defender o pai, e foi espancado pelo grupo até a morte. "Eles (pai e filho) ameaçaram todos nós com o facão e, aí, os meninos (pichadores) devem ter jogado pedra para cair fora. Foi tudo muito rápido", diz.

"Não saímos para fazer maldade, só para nossa pichação", disse Souza. "Estamos errados no que aconteceu, mas ele não contou que eles começaram a briga."

O ajudante disse que ficou no carro aguardando os colegas, mas, depois, cada um foi para um lado. A polícia achou o Gol abandonado. "Não me entreguei antes porque pensei na minha família, mas agora quero esclarecer isso."

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Ele teve a prisão temporária decretada pela Justiça por 30 dias anteontem. A polícia também pediu a prisão de mais três suspeitos, um deles uma mulher. A polícia diz que já identificou outros dois pichadores.

O aposentado está internado em estado grave com infecção na mão. "Meu pai está em estado grave na UTI. Esses caras merecem perdão? Eles não deram chance de defesa para meu irmão", afirmou o advogado Wilian Silva, 44.

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