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Para o atleta é péssimo, diz Thaísa sobre jogos de vôlei até a madrugada na Rio-16

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MARCEL MERGUIZO, RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A bicampeã olímpica Thaísa ainda não estreou nos Jogos do Rio em razão de uma lesão na panturrilha. Nesta quarta-feira (10), contra o Japão, o técnico José Roberto Guimarães disse que a central pode jogar alguns minutos, mas não deve entrar como titular.

Notícia boa para Thaísa, que não gostou muito do horário em que os jogos do Brasil estão acontecendo, com início previsto para às 22h30.

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"Vou te falar que é um horário muito ingrato com o atleta. Que horas vai chegar na Vila, jantar, tomar banho, até poder relaxar, até a adrenalina baixar, quando for dormir vai ser madrugada. É horrível, para o atleta é péssimo", afirmou Thaísa que, assim como as outras jogadoras, deixou o Maracanãzinho depois da 1h desta terça (9) após a vitória sobre a Argentina.

As partidas na última sessão da noite, sempre encerrando a rodada do vôlei, é um pedido da Rede Globo, que detém os direitos de transmissão dos Jogos do Rio. Com atraso nos confrontos anteriores, porém, o jogo das brasileiras contras as argentina começou perto das 23h.

"As pessoas tem que começar a pensar mais pelo lado do atleta, não só da mídia. Eu costumo dormir cedo, mas se joguei e não fui tão bem a cabeça não para", lembrou Thaísa, que disse estar ansiosa pela estreia. "Confesso que dá aquela vontade de estar lá dentro. Fisicamente estou pronta, mas tem que ser aos poucos para não ter contratura no local da lesão. Aos poucos vou ganhar ritmo. Se precisar estou pronta".

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Outras jogadoras da seleção também reclamaram do horário, mas dizem que a adaptação já está acontecendo desde o período de treinamento em Saquarema (RJ).

Uma das estratégias adotadas pelo time de José Roberto Guimarães -com apoio do COB (Comitê Olímpico do Brasil- foi antecipar o jantar das jogadoras e fazê-lo no próprio Maracanãzinho.

Uma sala foi separada para o time fazer a refeição antes de voltar para a Vila Olímpica, que fica na Barra da Tijuca, a cerca de uma hora do Maracanã. A estratégia deve ser adotada pela equipe masculina, que joga nesta terça (9), também às 22h35, contra o Canadá.

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