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Fortalecida, Junta Militar na Tailândia anuncia eleições gerais para 2017

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O primeiro-ministro da Tailândia, Prayuth Chan-ocha, afirmou nesta terça-feira (9) que o país terá novas eleições gerais em 2017.

Prayuth é presidente da Junta Militar que governa a Tailândia desde o golpe de 2014. No último domingo (7), 61% dos tailandeses aprovaram uma mudança na Constituição que fortalece o poder dos militares.

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A campanha pelo referendo, no entanto, se deu com a proibição de debates sobre o tema. Quem defendia abertamente o "não" à nova Constituição estava sujeito a pena de prisão.

Com a reforma constitucional, o Senado deixará de ser eleito pela população. O Parlamento, ainda que eleito, será subordinado à Junta Militar. O novo texto deve entrar em vigor em novembro.

A data de 2017 para novas eleições já era prevista pelo regime, mas opositores se preocupavam com um eventual adiamento do pleito depois da vitória do governo no referendo.

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"Uma eleição será realizada em 2017, eu nunca disse nada diferente disso", declarou Prayuth.

Nesta segunda-feira (8), o Departamento de Estado dos EUA pediu ao regime que tome medidas para a restauração de um governo civil eleito o mais rápido possível.

A União Europeia também conclamou o governo a um rápido retorno para a democracia.

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O regime militar defende que a reforma constitucional trará estabilidade política e transparência ao país, após uma década conturbada marcada por confrontos entre forças populistas e militares.

A Tailândia já teve 19 Constituições, quase todas elas derrubadas após a intervenção dos militares, desde o fim da monarquia absolutista, em 1932.

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