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Envolvida em doping, russa leva a prata, é vaiada e vira alvo de críticas

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MARIANA LAJOLO E PAULO ROBERTO CONDE, ENVIADOS ESPECIAIS

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A participação de nadadores russos nos Jogos Olímpicos do Rio tem causado tensão diariamente nos Jogos Olímpicos do Rio. Nesta segunda-feira (8), a rusga atingiu seu ápice.

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As norte-americanas Lilly King e Katie Meili conquistaram, respectivamente, o ouro e o bronze nos 100 m peito. Entre elas, chegou a russa Iulia Efimova, que foi inicialmente banida pela Federação Internacional de Natação, mas recorreu à Corte Arbitral do Esporte e pôde participar.

Efimova, campeã mundial da prova em Kazan, no ano passado, foi flagrada no doping em 2013 e em março deste ano, com meldonium. Ainda assim, foi liberada pelo tribunal para participar da Olimpíada no Rio.

A reação geral, porém, foi de rejeição. Em todas as provas de que participou, Efimova foi muito vaiada. Não escapou de críticas pesadas de Lilly King e até mesmo do astro norte-americano Michael Phelps.

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"É uma pena que atletas pegos no doping, não uma mas duas vezes, ainda sejam liberados para competir. Isso acaba comigo", afirmou o maior nadador de todos os tempos nesta segunda. "Acredito que esporte tem que ser limpo."

Nem Lilly nem Katie cumprimentaram Efimova, que chorou muito em sequência, após a prova ou no pódio. Na véspera da final, a agora campeã olímpica havia criticado a permissão dada para que a russa competisse.

"Eu mantenho o que disse ontem [domingo]", afirmou. Ela também disse que a opinião forte criou uma forte pressão para que vencesse a prova.

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As três medalhistas participaram de uma entrevista coletiva depois da disputa na qual prevaleceu o constrangimento.

Efimova defendeu-se e disse que errou no passado, mas que agora está limpa. "Eu estou feliz por estar aqui. Para mim, foi muito difícil nadar hoje e nestas três últimas semanas foi uma loucura", disse a russa.

A tensão deflagrada por casos frequentes de doping, revelados por autoridades de combate ao consumo de substâncias proibidas, não envolveu apenas russos e norte-americanos na natação.

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O australiano Mack Horton afirmou que sua vitória sobre o chinês Sun Yang nos 400 m livre, no sábado (6), foi um triunfo dos limpos sobre os dopados.

Yang, um dos maiores destaques da natação internacional, já foi flagrado com substâncias ilícitas no passado.

"Ele [Horton] falou o que todos estão pensando [sobre atletas flagrados no doping] e eu falei o que todos estão pensando. Eu realmente acho que esta minha vitória é pelo esporte limpo e para mostrar que é possível ser bem sucedido competindo limpamente", finalizou Lilly King.

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