Eliminado no tiro, 'caçador' brasileiro se isolou na preparação para Olimpíada
BRUNO VILLAS BÔAS RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Depois de estrear no fim de semana na prova de fossa olímpica, de tiro ao prato, o brasileiro Roberto Schmits acabou eliminado nesta segunda-feira (8), segundo dia de qualificação da modalidade.
Schmits acertou 115 pratos no total e ficou de fora da semifinal, que será disputada nesta segunda. Somente os seis melhores dos 23 atiradores avançaram para a fase seguinte.
Natural de Novo Hamburgo (RS), o atirador brasileiro é atleta amador. Ele tem uma empresa que organiza viagens de brasileiros para praticar caça e pesca esportiva em território argentino.
"É uma caça esportiva, como perdizes, perdigão, marrecão - que são considerados pragas lá e que podem ser caçadas. Eu também pesco e caço. Já levei meu filho para lá", disse o brasileiro.
Ele afirmou que vem se dedicando exclusivamente ao tiro esportivo desde setembro do ano passado. Buscou seguir a preparação dos atletas profissionais, que se dedicam exclusivamente ao tiro.
"São três dias sem celular, dois meses sem Facebook. Eu avisei meus amigos que se alguém morresse deveria ligar para a minha mulher. Eu não olho o placar durante a prova. É tiro por tiro", disse Schmits.
Na fossa olímpica, cinco atiradores ficam lado a lado no estande e atiram alternadamente. O alvo é um disco cor de laranja, arremessado de uma fossa. O atirador usa escopeta calibre 22 e tem duas balas para acertá-los.
Nessa categoria, o atual número 1 do ranking internacional é o espanhol Alberto Fernandez. O croata Giovanni Cernogoraz é o atual campeão olímpico da modalidade, segundo a ISSF (Federação Internacional de Tiro Esportivo).
Em meio a tantos profissionais, Schimits disse que "fez tudo que pode" para conseguir avançar à semifinal. No domingo, na primeira bateria, ele havia ficado em sexto lugar, o que poderia lhe render uma vaga.
