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'Drama zero', diz Bernardinho sobre problemas físicos dos centrais

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MARCEL MERGUIZO, ENVIADO ESPECIAL

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - São 2,09 m de problemas. O primeiro aconteceu antes do início da Olimpíada e ainda não se resolveu. O segundo surgiu neste domingo (7), no Maracanãzinho.

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Eles têm nomes e jogam na mesma posição de central.

Lucão deixou a quadra após a vitória contra o México por 3 sets a 1 com dores no joelho direito e é dúvida para a partida contra o Canadá, na terça (9), às 22h35.

Os canadenses, aliás, surpreenderam e venceram os EUA por 3 a 0 no domingo.

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Maurício Souza ainda não se recuperou de lesão no músculo posterior da coxa esquerda e deve estrear nos Jogos do Rio, com otimismo, no quarto jogo da primeira fase.

Com apenas mais um central na equipe, Éder -sendo que a equipe precisa de dois em quadra-, o técnico Bernardinho pode ter até que improvisar outro atleta na posição caso Lucão não se recupere. Souza já está descartado da terceira partida do Brasil, contra os EUA.

"Ele vai estar apto para a quarta partida [contra a Itália]. Estamos avaliando no dia a dia. Quanto ao Lucão temos que recuperá-lo. Estamos no limite dos centrais, precisamos dele", disse Bernardinho, que não quis revelar qual sua opção de improviso.

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Maurício Souza esteve, inclusive perto de ser cortado. O central Sidão, que foi sacado da seleção pouco antes da Olimpíada, revelou que foi sondado pelo treinador para saber se poderia voltar ao time para os Jogos do Rio, mas negou o convite.

"Nunca foi fácil. Não tem uma Olimpíada que eu não tenha passado sem uma contusão no elenco", lembrou o treinador medalhista olímpico com as equipes feminina (1996 e 2000) e masculina (2004, 2008 e 2012).

Durante a entrevista coletiva após a vitória na estreia, Bernardinho fez até uma lista dos seus problemas.

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"Em 1996, perdi a Hilma, no segundo jogo, contra Cuba, e quase perdi a Ana Moser, que teve uma contusão no joelho nesse mesmo ano. Em 2000, tive Fofão e Virna em condições bastante difíceis. Fofão não jogou na estreia por causa do tendão de Aquiles. Em 2004, perdi o Nalbert e teve Rodrigão nesse mesmo ano quase fora. Em 2008, perdi o Anderson antes da final com torção de tornozelo. E, em 2012, Giba teve fratura por estresse, e Vissoto sentiu dores na quartas de final e ficou fora", detalhou.

O treinador, porém, disse não vai ficar lamentando se perder algum jogador.

"Drama zero. Não vão me ver chorando. Temos obrigação de brigar pela medalha."

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Sem Maurício Souza na estreia contra o México, o Brasil foi mal no bloqueio, maior qualidade do central. No primeiro set, que surpreendentemente perdeu para os mexicanos, a seleção brasileira não fez um ponto sequer no fundamento.

"Jogar sem dor eu não vou jogar esta Olimpíada. Estou esperando o músculo cicatrizar. Precisa ver se consigo jogar com dor", disse Souza.

Já Lucão saiu de quadra com dores no joelho, mas ainda iria passar por exames para saber a gravidade e quando voltará a jogar.

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"Acho que foi a boa e velha tendinite dando uma reclamada pelo mau jeito que cai em cima do joelho", disse Lucão, que não teve reserva na estreia. "Vai ter que jogar o William de meio, vai ser complicado", brincou, referindo-se ao levantador de 1,85 m.

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