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Brasileiro surpreende e se qualifica em 5º para a semifinal

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BRUNO VILLAS BÔAS

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O brasileiro Pedro Henrique Gonçalves, 23, surpreendeu neste domingo (7) ao se qualificar em quinto lugar para a semifinal da canoagem slalom, na categoria caiaque simples masculino (K1), no Parque Radical, em Deodoro, subúrbio do Rio.

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Em seu melhor tempo, o brasileiro desceu a corredeira artificial em 86s48, sofrendo dois segundos de punição. O líder da prova foi o italiano Giovanni de Gennaro, com tempo de 86,85 e nenhuma falta. As semifinais acontecem na terça-feira (9).

Na categoria K1, 21 atletas descem uma corredeira artificial em caiaques. Eles precisam descer o mais rapidamente possível, atravessando pelo meio de balizas (sem tocá-las). Do total de competidores, 15 avançam para a semifinal.

Esta é a primeira Olimpíada de Pedro, conhecido como Pepê. Ele lembrou que ficou de fora da Olimpíada de Londres, em 2012, por apenas 13 centésimos, após cometer falta na penúltima baliza de uma prova.

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"Estou me preparando há quatro anos para esse momento. E hoje consegui terminar entre os melhores do mundo. Então estou muito feliz. Agora é passar da semifinal", disse o atleta após a prova.

Em bom número, a torcida brasileira vibrou muito em Deodoro. Primeiro, para incentivar o brasileiro. Depois, para secar os concorrentes. Quando rivais cometiam falta, a arquibancada vibrava como um gol.

Criado em Piraju (SP), cidade cortada pelo rio Paranapanema e uma espécie de celeiro de atletas da canoagem slalom, Pedro vai disputar a semifinal no início da tarde da próxima terça-feira (9).

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Os mais cotados para a medalha olímpica na categoria são o tcheco Jiri Paskavec, o francês Sébastien Combot e o eslovaco Jakub Grigar, segundo a revista americana "Sports Illustrated".

Neste domingo, fortes ventos na região atrasaram o início da disputa da canoagem slalom em uma hora. Além dos caiaques serem leves, o vento faz as balizas balançarem e acaba atrapalhando atletas.

"Você traça uma linha até a baliza, mas quando chega o vento faz ela mudar de lugar. Por isso toquei na baliza na primeira bateria", disse Pedro, ressaltando que a dificuldade afeta todo mundo.

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Na canoagem slalom, as balizas ficam penduradas por cabos que atravessam a corredeira artificial de uma margem a outra. Por isso, estão sujeitas a balançar em momentos de vento mais forte.

"Na semifinal pode chover, pode ter sol forte, só não pode ventar", disse Pedro, em tom de brincadeira.

Na categoria canoa simples, o brasileiro Felipe Borges, 21, fez o 16º melhor tempo neste domingo (7) e não conseguiu avançar. O atleta disse que foi sua primeira Olimpíada e que o objetivo é focar em 2020.

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"Na minha primeira bateria eu fiquei impressionado com o tamanho do público. Eu nunca tive um público muito grande. Isso talvez tenha tirado o foco. Mas na segunda bateria entrei focado e fiz um tempo melhor", disse ele.

Apesar do vento, a prova foi realizada sem problemas técnicos. Uma preocupação constante é a bomba d'água. Em março, o canal artificial chegou a ser esvaziado por causa de uma falha na bomba.

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