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Argentina celebra primeira medalha de ouro conquistada por mulher

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LUCIANA DYNIEWICZ

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - A Argentina, cujo prognóstico é voltar com no máximo seis medalhas para casa, começou os Jogos Olímpicos do Rio quebrando seus recordes.

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No sábado (6), pela primeira vez na história do país, uma mulher levou um ouro na Olimpíada.

Um bom resultado da judoca e médica Paula Pareto, 30, porém, era esperado. Ela já tinha o título do mundial de 2015 e o bronze olímpico de Pequim em 2008.

O último feito de "La Peque" --diminutivo para pequena, em espanhol--, como é conhecida, domina agora as conversas e o noticiário neste fim de semana no país.

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Ela está cotada pelos argentinos para levar a bandeira na cerimônia de encerramento dos Jogos. Pareto era uma das candidatas à porta-bandeira da abertura, mas, como lutava no dia seguinte após a cerimônia, a hipótese foi descartada.

"Enorme", "a mulher dos sonhos", "gigante" e "a maior" são os adjetivos que os jornais locais usam para elogiá-la neste domingo (7). Ao lado, aparecem outras definições como "emblema da nossa participação olímpica", "gladiadora", "humilde com espírito colaborador" e "guerreira".

Pareto afirmou que não havia pensado que, se vencesse, seria a primeira mulher do país a conseguir um ouro. "Não sabia, mas é valioso porque o judô é visto quase exclusivamente como um esporte masculino. Essa vitória dá ao judô e à mulher um lugar de destaques", acrescentou ao jornal "La Nación".

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O presidente Mauricio Macri, que foi ao Rio para participar da abertura dos Jogos, a felicitou pela redes sociais: "Parabéns, Paula Pareto, pela medalha de ouro. Um orgulho para todos".

Para o também judoca olímpico Emmanuel Lucenti, Pareto é a melhor atleta de seu país. "É a melhor de toda a história argentina. Melhor que Messi", disse ao jornal "Clarín".

Se para os brasileiros um ouro já causa orgulho, para os argentinos ele é ainda mais celebrado. O país ficou sem um primeiro lugar no pódio entre 1952 e 2004, ano em que começou a recuperar resultados um pouco melhores, quando somou seis medalhas no total.

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Também durante esse período de 52 anos, o número de conquistas foi o mais fraco de sua histórica esportiva, com uma média de duas por edição. Entre 1924 e 1952, a média era de seis, e, desde 2004, é de cinco.

Pódios femininos são infelizmente ainda mais raros no país --o time de hóquei sobre grama tem duas pratas (2000 e 2012), a tenista Gabriela Sabatini (1988), a atleta Noemí Simonetto (1948), de salto em distância, e a nadadora Jeanette Campbell (1936) têm uma prata cada uma. Há também outros cinco bronzes obtidos por mulheres.

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