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Sem direito a debate, tailandeses votam lei que fortalece Junta Militar

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os eleitores tailandeses foram às urnas neste domingo (7) para decidir se aprovam ou rejeitam uma proposta de constituição que fortalece o poder da Junta Militar. Os militares estão no poder há dois anos, desde um golpe que derrubou a então primeira-ministra Yingluck Shinawatra.

As cédulas traziam ainda uma segunda questão: o Senado deve intervir na eleição do primeiro-ministro?

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A campanha do referendo foi marcada pela proibição dos debates sobre o novo texto, sob pena de prisão, e a prisão de quem defendia abertamente o "não".

Os panfletos distribuídos pela Comissão Eleitoral associam as novas leis à felicidade do país e mostram fotos de crianças sorridentes. Deixam de lado o fato de que, se o "sim" vencer, o Senado deixará de ser eleito pelo povo e o Parlamento, ainda que eleito, será subordinado à Junta Militar.

O presidente da Junta Militar e primeiro-ministro do país, Prayut Chan-ocha, votou no centro eleitoral de Soi Pradipat 5, em Bancoc. "Se trata do futuro da Tailândia. É a democracia. Vão votar", pediu.

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Os partidários da reforma constitucional alegam que a nova Carta Magna permitirá destravar a burocracia política e organizar as eleições legislativas previstas para 2017.

Os primeiros resultados devem ser divulgados às 21h locais (11h de Brasília).

As autoridades esperam conseguir aprovação de pelo menos 70%, dez pontos percentuais a menos que no referendo constitucional de 2007.

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A Tailândia já teve 19 constituições, quase todas elas derrubadas após a intervenção dos militares, desde o fim da monarquia absolutista, em 1932.

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