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Quadrilha de cambistas de SP é presa por venda de ingressos da Olimpíada

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MARCO ANTÔNIO MARTINS

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A juíza Letícia D'Aiuto Michelli, do Juizado do Torcedor e Grandes Eventos do Rio, determinou, neste sábado (6), a prisão preventiva de uma quadrilha que vendia, irregularmente, ingressos para várias competições da Olimpíada.

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O grupo, com base em São Paulo, tem dez integrantes e, de acordo com depoimentos no processo, adquiriu bilhetes para os Jogos com cartões de crédito clonados. À pedido do Ministério Público, os integrantes foram presos com base no artigo 288 do Código Penal por associação "de três ou mais pessoas para o fim específico de cometer crimes".

Os próprios suspeitos confessaram que possuem registros na polícia com acusações de tráfico de drogas, roubo e venda ilegal de ingressos.

A decisão judicial aconteceu com todos os réus já presos. Eles foram presos nas últimas semanas pela Polícia Civil comercializando os bilhetes no Rio.

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"Pelos depoimentos prestados em sede policial, de maneira que resta harmonicamente narrada por todos os depoentes a ocorrência de associação criminosa entre os agentes, tendo em vista todos estes, sem qualquer exceção, confessarem a existência de uma rede criminosa com o objetivo de lucro ilícito na venda de ingressos", informou a juíza em sua decisão.

Na defesa dos cambistas, a Defensoria Pública foi contrária à alegação de que eles deveriam responder o processo por quadrilha.

Para a sua decisão, a magistrada destacou que todos os acusados tem endereço fixo em São Paulo, considerando, ainda, a relevância do evento esportivo e a necessidade da preservação da ordem pública.

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"Verifica-se que todos estes, sem exceção, residem no Estado de São Paulo, o que claramente ilustra o grave risco para a aplicação da lei penal e a necessidade da decretação da medida para a conveniência da instrução criminal, tendo em conta a ausência de endereço fixo no distrito da culpa", afirmou.

"Ademais, trata-se de associação atuante em evento esportivo de altíssima relevância, de maneira que os impactos da atuação criminosa atingem toda a sociedade a justifica, havendo necessidade de preservação da ordem pública no presente caso", completou.

OUTRA PRISÃO

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A Polícia Civil do Rio prendeu na sexta (5), horas antes da cerimônia de abertura da Olimpíada o irlandês Kevin James Marlen. Ele é suspeito de integrar uma rede internacional de venda irregular de ingressos combinados com hospedagem para os Jogos.

Os policiais apreenderam ainda com o irlandês em um hotel da zona oeste do Rio outros ingressos, mídias, notebooks, computadores e telefones celulares.

A ideia é analisar esse material e verificar se há novas provas contra o grupo. A Folha não encontrou os advogados do irlandês até o momento.

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