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Responsável por prata no Rio, tiro deu primeiras medalhas ao Brasil em 1920

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Nos Jogos do Rio, a primeira medalha brasileira foi conquistada pelo paulista Felipe Wu, 24, no tiro esportivo, modalidade que no passado já foi precursora das vitórias olímpicas do país.

Em 1920, na Antuérpia (Bélgica), o Brasil arrematou suas três primeiras medalhas olímpicas com os atletas do tiro esportivo. O maior destaque foi o tenente Guilherme Paraense (1886-1968), atleta do Fluminense, que venceu a prova de pistola de tiro rápido 25 m e conseguiu o primeiro ouro brasileiro. As outras duas medalhas foram a prata, com Afrânio da Costa, na prova dos 50 m de pistola livre; e o bronze, na pistola 50 m por equipes.

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O tiro esportivo esteve presente nos Jogos desde a primeira edição, em Atenas, em 1896, e misturou-se desde sua origem com a prática militar. As linhas de tiro utilizadas de combates serviram como modelos para as primeiras competições, moldando as posições dos atiradores: deitado, ajoelhado e em pé.

Barão Pierre de Coubertin (1863-1937), idealizador dos Jogos Olímpicos da era moderna, era atleta de tiro. Por isso, até hoje, a primeira medalha do evento é concedida ao tiro esportivo. No Rio, a norte-americana Virginia Thrasher, 19, da carabina de 10 m, foi quem recebeu a primeira medalha de ouro, neste sábado (6).

Apenas em 1968, na Cidade do México, as mulheres foram autorizadas a participarem da modalidade, e em Los Angeles, em 1984, surgiram as primeiras provas exclusivamente femininas.

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Atualmente, há três categorias do tiro esportivo na Olimpíada: carabina, pistola e tiro ao prato, distribuídas em 15 provas (nove masculinas e seis femininas) que se diferenciam entre si pelos tipos de equipamento (rifle, pistola ou carabina), pela distância e tipo dos alvos e pela posição dos corpos.

No caso de Wu, ele utiliza uma pistola de ar com peso de 1,4 quilo e atira em um alvo de 17 cm x 17 cm de uma distância de 10 metros. O tiro tem que ser feito sem apoio do braço, o que demanda esforço dos ombros -nas últimas semanas, Wu vinha se queixando de dores na região.

A parte nuclear do alvo tem o diâmetro de 11,5 mm e, caso atingida, concede dez pontos ao atirador. Quanto mais longe do centro do alvo o tiro acertar, menos pontos o atleta recebe. De sua posição, o atirador só consegue enxergar um quadrado branco com um círculo preto no meio.

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Cada prova tem uma fase de qualificação, em que os atletas fazem de 40 a 120 disparos. Na fase final, são de 20 a 45, com exceção da pistola para a prova de 25 m, que pode precisar de um número maior de tiros para definir o vencedor.

A Federação Internacional de Tiro Esportivo determina que competições internacionais devem ter um sistema completamente computadorizado de detecção do ponto que o tiro atingiu o alvo, fazendo com que, assim, não exista nenhum projétil material saído de uma pistola de ar como a que Wu utiliza.

O Brasil enviou nove representantes do tiro esportivo ao Rio: Cassio Rippel (carabina deitado 50m, carabina de ar 10m e carabina três posições), Daniela Carraro (skeet), Emerson Duarte (pistola tiro rápido 25m), Felipe Wu (pistola de ar 10m e pistola 50m), Janice Teixeira (fossa olímpica), Julio Almeida (pistola de ar 10m e pistola 50m) Renato Portella (skeet), Roberto Schmits (fossa olímpica) e Rosane Budag (carabina de ar e carabina três posições).

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