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Felipe Wu diz que a pressão da torcida e da imprensa por medalha foi grande

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BRUNO VILLAS BÔAS

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Após conquistar a medalha de prata na prova de pistola de ar de 10 metros, o paulistano Felipe Wu, 24, reconheceu que a pressão da torcida e da imprensa por uma medalha olímpica foi "difícil" de enfrentar nas últimas semanas.

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"No tiro esportivo você não pode pensar na medalha antes de executar o passo a passo. Eu busquei repetir o desempenho dos últimos meses. Eu busquei a minha melhor performance", disse o atleta.

Em junho passado, o brasileiro conquistou, pela segunda vez no ano, a Copa do Mundo de tiro esportivo, na etapa de Baku, no Azerbaijão.

Neste sábado (6), a prova foi decidida no último tiro. Wu fez um bom disparo, com 10,1 pontos. E esperou o adversário. O vietnamita Xuan Vinh Hoang, porém, fez um tiro quase perfeito: 10,7, o que lhe garantiu a medalha de ouro.

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Atirar primeiro foi uma tática do brasileiro de gerar uma "reação" da torcida. Durante o disparo do vietnamita, a torcida vaiou e fez barulho.

"Mas eu estava tranquilo. Quando fiquei entre os três primeiros, o que viesse era lucro", disse o brasileiro.

Sobre a participação da torcida brasileira, que vibrou bastante a cada tiro e entoou em coro o nome do atleta ("Wu, Wu, Wu"), ele disse que pouco distrai e passar uma energia positiva.

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"Na final eu senti uma energia muito boa. Se em algum momento eu não estava confiante, eles apoiaram e fez muita diferença para essa medalha", disse.

Pelo protocolo da Olimpíada, o hino nacional do país que conquista a medalha de ouro é tocada durante a premiação. A torcida brasileira, porém, cantou o Hino Nacional após o pódio, numa espécie de quebra de protocolo.

Durante a prova, um torcedor russo tocou uma buzina durante o tiro de Wu e de outros atletas. Um torcedor brasileiro chegou a se levantar, xingar e ameaçar o estrangeiro, temendo que atrapalhasse o atirador do país.

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"Eu percebi o barulho da buzina, mas o atleta que está na linha de tiro é armar o alvo e nada mais. Não afeta diretamente. E não tem nenhuma regra que impeça isso. Não tinha porque brigar", disse Wu

Wu disse que espera voltar a se estudar na faculdade de engenharia, a partir de setembro, ao mesmo tempo em que seguirá a carreira no tiro esportivo. O paulistano é filho de dois atiradores amadores, neto de chineses.

"É o ápice da minha carreira até o momento, mas tenho metas para o futuro. Eu espero ganhar o campeonato mundial da modalidade em 2018", disse o atleta.

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Sobre as dores no ombro, que o incomodam há duas semanas e que tinha se tornado motivo de preocupação para a torcida , ele disse que sentiu dores durante a prova, mas que trabalhou com a fisioterapeuta.

Wu disse que atualmente pratica tiro no clube Hebraica, de São Paulo, permitiu que ele usasse as instalações. "Tenho certeza que com essa medalha e a relação que construiu com o pessoal do Hebraica vamos continuar juntos", disse.

Ele comentou também a burocracia para importar equipamentos e mesmo o chumbinho utilizado nos treinos e nas provas.

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