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Só Rússia e Argentina rompem clima de fraternidade de torcida com delegações

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O temor dos organizadores dos Jogos Olímpicos do Rio de que vaias ocorressem se dissipou tão logo desfile de nações começou. Com cerca de duas horas de duração, o público apoiou a quase totalidade das 207 delegações participantes.

Vaias surgiram, logo silenciadas por aplausos, para atletas de Argentina, dada a rivalidade entre os países, e Rússia, que teve sua confirmação na Olimpíada posta em risco em meio a revelações de doping nos últimos meses.

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No mais, o clima foi de fraternidade. Tal como uma passarela do samba, em vez da tradicional volta olímpica, cada delegação foi liderada por um ciclista cuja bicicleta era adornada por plantas e flores.

Ao som de diversos ritmos, que iam das marchinhas ao funk, as equipes percorreram cerca de 100 m de um extremo a outro do Maracanã.

No final da travessia, cada atleta recebeu uma semente, que terminou plantada em pequenos vasos.

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Um dos principais motes da cerimônia foi o meio ambiente. Os organizadores dos Jogos do Rio prometem levar todas as mudas a plantio em breve.

A delegação da Alemanha, quinta a desfilar, recebeu a primeira salva maciça de aplausos. A passagem fez com que o presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomas Bach, se levantasse de seu assento na tribuna de honra.

Pouco depois, os argentinos se introduziram na passarela liderados pelo jogador de basquete Luis Scola, campeão olímpico em Atenas-2004.

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Por um momento, houve apupos, mas que foram sufocados em seguida por gritos de apoio das arquibancadas.

Se com a Argentina houve sentimentos difusos, no caso de outras nações sul-americanas -principalmente Chile, Colômbia, Venezuela e Uruguai- foram recepcionados calorosamente pelo público de aproximadamente 50 mil presentes no estádio. Mexicanos também foram muito aplaudidos.

Os Jogos do Rio são os primeiros realizados na América do Sul em 120 anos de história do Movimento Olímpico moderno.

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Com os astros Rafael Nadal (tênis) e Michael Phelps (natação) como porta-bandeiras, Espanha e Estados Unidos, respectivamente, foram os primeiros a terem ovação geral.

Outros países saudados efusivamente pelo público foram Canadá, Itália, Grã-Bretanha, Japão, Portugal e Palestina.

Coube ao Brasil fechar a passagem das delegações. A pentatleta Yane Marques, medalhista de bronze nos Jogos de Londres, conduziu a bandeira do país em meio à festa de toda a delegação.

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O desfile do time nacional foi acompanhado de "Aquarela do Brasil", de Ary Barroso.

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