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ATUALIZADA - Vaias a Temer e governos, música e mensagem social marcam abertura

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CAMILA MATTOSO, ENVIADA ESPECIAL

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Numa festa quase perfeita, a tensão política do Brasil apareceu nos discursos da abertura da Rio-2016. Ao citar "integração entre governos federal, estadual e municipal", o presidente do comitê organizador Rio-2016, Carlos Artur Nuzman, ouviu apupos do publico no Maracanã. Vaias semelhantes às dirigidas ao curto discurso do presidente interino, Michel Temer.

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Dos R$ 39 bilhões de custo total dos Jogos, segundo último balanço da Autoridade Pública Olímpica, 43% foram bancados por governos.

Se os dias que antecederam o ponta pé inicial da Olimpíada foram de críticas e problemas de organização no Rio de Janeiro, a cerimônia de abertura foi um sucesso de crítica e público, para australiano nenhum colocar defeito.

Com o tema de "procurar as semelhanças e celebrar as diferenças", no combate à intolerância, a festa arrancou aplausos e emocionou os quase 50 mil que estiveram no estádio.

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Exatamente às 20h o evento teve início, ainda com alguns lugares vazios, que foram ocupados nos minutos que seguiram.

Efeitos visuais dos mais variados tipos e figuras relevantes tentaram mostrar ao mundo a cultura do país. Do funk ao rap, muita música popular brasileira e samba. O hino nacional foi cantado por Paulinho da Viola.

A criação foi do trio premiado Andrucha Waddington, Daniela Thomas e Fernando Meirelles. Toda produção, aliás, foi muito mais modesta do que o desejado, por falta de dinheiro e cortes no orçamento por pelo menos quatro vezes.

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A organização esperava audiência de mais de 3 bilhões de telespectadores por todo o planeta.

De forma inédita, por opção dos diretores culturais, os atletas não desfilaram em forma de "volta olímpica", contornando o campo. Eles passaram em linha reta, fazendo referência a um desfile de escola de samba.

A entrada de Gisele Bündchen no Maracanã encantou. E não teve a cena polêmica que havia aparecido em alguns ensaios, em que um garoto aparecia correndo dando a entender estar fugindo da polícia. Ao som de Garota de Ipanema, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, ela atravessou o campo inteiro do estádio.

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Jorge Ben Jor, cantando à capela a música País Tropical fez o público se levantar e cantar de pé, um dos momentos mais emocionantes do show. Antes, Luiz Melodia, Zeca Pagodinho e Marcelo D2, Daniel Jobim, Ludmilla, Karol Conká e MC Soffia (rapper de 12 anos) e Elza Soares cantaram. Fernanda Montenegro interpretou o texto "A flor e a Náusea", de autoria de Carlos Drummond de Andrade. A última apresentação musical foi de Caetano Veloso, Gilberto Gil e Anitta, que cantaram "Sandália de Prata", música de Ary Barroso.

Teve "aquele abraço" (cantado por Luiz Melodia) no vídeo inicial. E o Brasil desfilou ao som de "Aquarela do Brasil"

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