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Justiça rejeita reabertura de processo contra Cristina Kirchner por atentado

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LUCIANA DYNIEWICZ

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - A Justiça argentina negou o pedido da Daia (Delegação da Associações Israelitas Argentinas) para reabrir o caso que investiga a ex-presidente Cristina Kirchner por ter supostamente encoberto a participação do Irã no atentado terrorista à Amia (Associação Mutual Israelita Argentina). O ataque matou 85 pessoas em 1994 em Buenos Aires.

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Cristina havia sido denunciada em janeiro do ano passado pelo promotor Alberto Nisman quatro dias antes de ele ser encontrado morto, em um caso ainda sem solução.

O juiz Daniel Rafecas, porém, rejeitou a denúncia de Nisman em fevereiro de 2015 por considerar que não havia evidências que apontavam para a chefe de Estado.

Nesta sexta (4), Rafecas afirmou que não há novos indícios que tornem necessária a reabertura do processo. "Os pontos apresentados pela Daia revelam a ausência de evidências reais de provas", escreveu em sua decisão.

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A solicitação havia sido feita com base em uma gravação telefônica em que o ex-chanceler argentino Héctor Timerman dizia ao ex-presidente da Amia Guillermo Borger que os iranianos eram responsáveis pelo atentado.

Para o magistrado, a afirmação foi feita coloquialmente e era uma posição que vinha sendo sustentada publicamente pela Argentina desde 2006.

Segundo Nisman, Cristina havia fechado um memorando de entendimento com o Irã para tentar livrar os suspeitos do atentado à Amia em troca de vantagens comerciais.

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O acordo, segundo o promotor morto, previa a retirada dos alertas vermelhos emitidos pela Interpol, a pedido da Argentina, contra os suspeitos iranianos. Segundo Cristina, porém, isso não estava no tratado, que tinha como objetivo interrogar os iranianos.

Após a morte de Nisman, Rafecas arquivou o processo por entender que não houve delito, já que os alertas não caíram.

Na semana passada, a ex-presidente acusou, pela internet, o governo do presidente Mauricio Macri de elaborar um plano para reabrir o caso do memorando de entendimento com o Irã.

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Um promotor federal e familiares das vítimas também pediram para que o processo seja retomado. Essas solicitações aguardam resposta.

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