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ATUALIZADA - Horas antes de abertura da Olimpíada, ato bloqueia avenida no Rio

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GABRIEL VASCONCELOS

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Uma manifestação contra o governo do presidente interino, Michel Temer, fechou os dois sentidos da Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, nesta sexta (5). O ato foi organizado pelas frentes Brasil Popular, Povo sem medo e Esquerda Socialista.

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Havia bandeiras de centrais sindicais, como a CUT, e de partidos como PT, PCdoB, PSOL, PSTU e PCB. Nas faixas, predominaram as inscrições ?Fora, Temer? e ?golpista?.

Vários deputados federais caminhavam em meio aos manifestantes. Foi o caso dos deputados federais Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Chico Alencar (PSOL-RJ) e Benedita da Silva (PT-RJ).

Segundo o pré-candidato à Prefeitura do Rio e deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ), o ato é uma chance de mostrar ao mundo as violações à democracia no Brasil. ?As contradições da Olimpíada, entre despejos e corrupção, também são nosso alvos. Mas hoje estamos aqui contra o Temer?.

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A manifestação passou em frente à megaloja da Olimpíada, cercada por um cordão policial. Do lado dentro, o público se dividia, aplaudindo ou fazendo sinais negativos. Integrantes do MTST pediam que manifestantes passassem direto.

O líder do movimento, Guilherme Boulos, estava presente. ?O mundo hoje olha para o Rio. E estamos dando o recado de que o Brasil não está bem, de que não aceitaremos ataques à democracia?, disse.

No caminhão de som, os organizadores discursavam em português e inglês, saudando turistas.

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O protesto ocupou três quarteirões da orla de Copacabana e caminhou para o final da praia. Por volta das 15h, a manifestação começou a se dispersar.

A organização falou em 15 mil pessoas. Já a Polícia Militar não vai se pronunciar sobre o número de pessoas, mas informou que acordou com as lideranças uma dispersão próxima ao Centro de mídia internacional, na altura do Posto 5.

Ainda segundo a polícia, o Estado não foi informado sobre a atividade, mas 70 policiais militares faziam a segurança do ato. O Batalhão de Choque não foi acionado.

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TIJUCA

Um grupo de manifestantes tentou furar no final desta tarde uma barreira policial na praça Afonso Pena, na Tijuca, para chegar mais próximo ao Maracanã, palco da cerimônia de abertura.

Os policiais respondem com bombas de efeito moral. Houve correria no local e o comércio fechou as portas. Órgão auxiliar do poder público, a Cruz Vermelha Brasileira ajuda manifestantes e famílias que estavam na praça com atendimento médico. Ao menos uma mulher desmaiou e foi atendida pela entidade. Agentes de saúde informam que o desmaio aconteceu em função da quantidade de gás inalada.

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SP

Um grupo de cerca de 50 pessoas protesta agora no vão-livre do Masp, na av. Paulista, em São Paulo.

Elas carregam a faixa ?juventude combatente contra o massacre olímpico? e cantam ?das olimpíadas eu abro mão, quero emprego, saúde e educação?. A polícia, em maior número, bloqueia totalmente o vão-livre. Quem entra, não sai.

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Até quem estava no museu teve dificuldade para deixar o local, apesar da manifestação contar com cerca de 50 pessoas.

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