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Perto do milésimo ouro em Olimpíadas, EUA evitam polêmicas

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JOSÉ HENRIQUE MARIANTE, ENVIADO ESPECIAL

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O Comitê Olímpico dos EUA se prepara para celebrar no Rio a milésima medalha de ouro olímpica. Mas, antes da festa, faz força para deixar polêmicas para trás.

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Em entrevista nesta sexta (5), no Parque Olímpico, Larry Probst e Alan Ashley, presidente e chefe de performance esportiva respectivamente, tiveram que responder sobre doping, abuso sexual e, claro, a confusa largada dos Jogos cariocas.

A exemplo do que já tinham feito estrelas da delegação, como Serena e Venus Williams, nesta semana, os cartolas americanos foram diplomáticos com a cidade-sede.

"Não me lembro de uma edição dos Jogos que não tenha começado resolvendo problemas. Não deveria ser diferente aqui. Estou consultando nossos atletas, todos se dizem muito animados e com grande expectativa. Na Vila e fora dela somos bem recebidos, a hospitalidade é incrível", declarou Ashley.

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Probst, um dos membros mais poderosos do COI (Comitê Olímpico Internacional), também usou de diplomacia para falar do banimento por doping de um terço da delegação russa. "Foi uma decisão difícil do comitê. Não foi uma solução perfeita, foi a solução possível", disse, em referência à estratégia do COI de empurrar para as federações a decisão de suspender ou não os atletas citados em relatório da Agência Mundial Antidoping.

Segundo o documento, feito a partir da denúncia de uma atleta, cartolas e governantes da Rússia montaram um esquema estatal para uso de substância proibidas.

"Doping não é um problema russo, é um problema global. Só sera resolvido quando tivermos uma entidade independente de controle, com autoridade para controlar, investigar e punir. Dentro do que existe hoje, as federações fizeram um bom trabalho, especialmente as de remo, levantamento de peso e natação", afirmou Probst.

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Os cartolas tiveram também que responder sobre levantamento publicado pelo diário americano "Indianapolis Star", de que a USA Gymnastics, que controla a ginástica no país, detectou casos de abuso sexual de técnicos e não os denunciou às autoridades. Pela legislação do Estado de Indiana, onde fica a confederação, a instituição está obrigada a fazê-lo.

"Temos um programa pioneiro contra o abuso sexual de atletas. Ficamos sabendo disso há pouco e vamos conduzir a questão da melhor maneira possível", declarou Ashley, evitando o mérito da questão.

Sobre o aguardado milésimo ouro, a dúvida não é se acontece, mas quando. Os EUA acumulam 978 premiações máximas, de um total de 2.401 medalhas.

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Historiadores contestam a inclusão na conta de duas medalhas dadas a um ginasta austríaco que atuava por um clube americano nos Jogos de 1904 em Saint Louis. "Na dúvida, comemoramos duas vezes", brincou o cartola.

Ouro não vai faltar. Prognósticos apontam para até 45 americanos com um deles no pescoço nesta edição.

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