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Brasileiras têm sorte e ficam em chave mais fácil no sorteio do judô

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ITALO NOGUEIRA

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - As judocas brasileiras tiveram mais sorte do que os homens no chaveamento da competição de judô na Olimpíada. A equipe feminina, mais experiente, é considerada o carro-chefe do esporte nestes Jogos.

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As principais apostas de medalhas ficaram relativamente distantes das primeiras do ranking de suas categorias.

A melhor posicionada é Mayra Aguiar, da categoria meio-pesado (até 78 kg). Ela vai enfrentar a campeã olímpica norte-americana Kayla Harrison apenas na final. Ela vai estrear contra a australiana Miranda Giambelli, 16ª do ranking, ficando distante de outras adversárias consideradas mais complicadas.

A judoca Érika Miranda, do meio-leve (até 52 kg), também só encontraria a judoca do Kosovo Kelmendi Majlinda, bicampeã mundial, numa eventual final. Sua primeira luta é contra a tunisiana Hela Ayari.

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"Fiquei satisfeita com o sorteio. Não tem surpresa. Mas é Olimpíada, não tem luta fácil", disse a treinadora Rosicleia Campos.

Já a medalhista de ouro Sarah Menezes vai estrear contra a vencedora do confronto entre a romena Monica Ungureanu e a belga Charline van Snick. Ela tem no caminho da final olímpica a líder do ranking, Urantsetseg Munkhbat, da Mongólia.

A equipe masculina terá mais dificuldades. A escola japonesa, forte no esporte, está no caminho de dois judocas brasileiros.

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O meio-leve Charles Chibana já pega logo de cara o japonês quarto do ranking Masashi Ebinuma. O meio-pesado Rafael Buzacarini deve enfrentar Ryunosuke Haga, também do Japão, já na segunda rodada.

O medalhista de bronze em Londres-12, Felipe Kitadai, terá de enfrentar o segundo do ranking, Orkhan Safarov, para tentar disputar a final.

O judoca Victor Penalber, atleta no melhor momento da equipe masculina, pega na primeira luta o moçambicano Marlon Acacio. O segundo do ranking, Takanori Nagase, pode ser o adversário nas quartas-de-finais.

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O pesado Rafael Silva, bronze em Londres-12, pode enfrentar nas quartas-de-finais o francês Teddy Riner, invicto desde 2010. Para chegar até lá, terá de passar provavelmente pelo russo Renat Sainov, considerado um rival forte para Silva.

"Não tem que escolher adversário", afirmou o treinador Luiz Shinohara.

A competição do judô começa no sábado (6).

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