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Ar-condicionado do Maracanãzinho é criticado por atletas brasileiros

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MARCEL MERGUIZO, ENVIADO ESPECIAL

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O primeiro e único treino da seleção masculina de vôlei no Maracanãzinho, antes da estreia deste domingo (7), contra o México, acabou com reclamações dos levantadores Bruninho e William.

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A causa da insatisfação era a mesma para os dois jogadores: o ar-condicionado. E não foi o frio que os incomodou, mas o vento que soprou sobre a quadra.

Segundo os levantadores, quando a bola vai muito para o alto, o vento interfere na direção que ela vai tomar.

"O ar-condicionado está um pouco forte e a bola que vem mais alta está variando bastante. Não sei se o ar vai estar ligado com essa intensidade no dia do jogo, mas é bom a gente ficar esperto", disse o reserva William, que estendeu o treino por mais alguns minutos na manhã desta quinta (4) para se adaptar. É possível perceber que as bandeiras dos países e da organização dos Jogos Olímpicos, penduradas no reformado teto do Maracanãzinho, não param de balançar.

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"O pessoal da praia ia se adaptar melhor do que eu. Vamos sofrer um pouco no começo, mas depois passa", brincou William.

A reclamação foi referendada pelo capitão Bruninho.

"A bola vem variando muito, o lance é não pensar. Possivelmente a gente vai ter dificuldade. Em geral, o treino foi legal para nos ambientarmos", afirmou o titular. "As luzes estão diferentes, placar diferente. Está bem claro no meio e o entorno escuro, isso ajuda. O vento é coisa para se habituar."

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O técnico Bernardinho, que também foi levantador da seleção, disse que não vai levar a reclamação aos organizadores, apesar dos comentários de seus jogadores.

Questionado pela Folha, o comitê organizador dos Jogos ainda não se manifestou a respeito das reclamações.

O treinador disse que percebeu o problema logo ao entrar no ginásio, mas lembrou que na Olimpíada de Atenas-2004, quando o Brasil foi campeão, acontecia algo semelhante.

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Bernardinho, porém, reclamou de outro detalhe no Maracanãzinho: dois placares no chão, atrás da quadra, que ele diz incomodar um pouco.

"Os dois placares estão muito claros, iluminação clara, forte", disse.

Ele lembrou que em conversa na Vila Olímpica com os tenistas Marcelo Melo, Bruno Soares e João Souza, o Feijão, ouviu deles a mesma queixa em relação aos placares das quadras do Centro de Tênis, no Parque Olímpico.

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A primeira partida da seleção brasileira de vôlei na Rio-2016 ocorre às 11h35 contra o México. Na primeira fase da competição, o Brasil enfrenta ainda Canadá, Estados Unidos, Itália e França.

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