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Nuzman convida Cielo para carregar tocha no Maracanã, mas nadador rejeita

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PAULO ROBERTO CONDE, ENVIADO ESPECIA

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, ligou para o nadador Cesar Cielo e o convidou para carregar a tocha olímpica já dentro do Maracanã durante a cerimônia de abertura que ocorre nesta sexta-feira (5).

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Recebeu uma negativa. O velocista, que perdeu a vaga nos Jogos Olímpicos do Rio em abril, na seletiva olímpica nacional, rejeitou o convite.

A ideia de Nuzman era a de que Cielo fosse um dos últimos a carregar a chama antes do acendimento da pira, um dos momentos de maior expectativa da Olimpíada.

O nome da personalidade que fará o ato é guardado em sigilo pelo comitê, que pode fazer alterações em cima da hora e deve promover um revezamento entre atletas de renome antes que se chegue ao designado a acender o artefato.

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Pelé e Gustavo Kuerten são os mais cotados. Porém, segundo a Folha de S.Paulo apurou, o nadador poderia até se tornar uma via alternativa, por causa de seu prestígio. Cielo foi campeão olímpico (2008) e tricampeão mundial (2009, 2001 e 2013) dos 50 m livre. Ele detém os recordes mundiais dos 50 m livre e dos 100 m livre --prova na qual foi bronze olímpico em Pequim-2008 e campeão mundial em 2009.

Nuzman confirmou a ligação e o convite, feitos há alguns dias, e lamentou a negativa. Porém, disse compreender a situação do nadador.

"Tenho uma relação pessoal com o Cielo desde antes de ele ganhar a medalha de ouro. Sou amigo dele. É uma pena, mas eu compreendo que ele passa por um momento delicado. Temos que deixá-lo tranquilo neste momento", disse Nuzman nesta quinta-feira (4).

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Após perder a vaga olímpica, Cielo adotou uma rotina reclusa, alternando-se entre São Paulo e Santa Bárbara D'Oeste. Ele deixou de treinar e rejeitou dois convites para carregar a tocha, um em Brasília e outro em Campinas.

O nadador não perdeu patrocinadores, mas deixou em aberto seu futuro. Desde abril, ele não se pronunciou nenhuma vez.

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