COI descarta piscinas nas provas do surfe na Tóquio-2020
CAMILA MATTOSO, ENVIADA ESPECIAL
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Aprovado como esporte olímpico na próxima edição dos Jogos, em 2020, o surfe em Tóquio vai ser disputado em praia de verdade.
Foi esse o pedido da cúpula do Comitê Olímpico Internacional. A outra opção seria uma piscina artificial, como a desenvolvida pelo surfista Kelly Slater.
Em uma apresentação na tarde desta quarta (3), no congresso do COI, representantes do Japão exibiram imagens das arenas de cada um dos novos cinco esportes que vão estar na programação. A praia foi a foto escolhida para ilustrar o surfe, mostrando que há condições para isso.
A direção do comitê considera que fazer a disputa em uma piscina seria sem graça para os fãs da modalidade e os competidores.
O presidente da Associação Internacional de Surfe (ISA), Fernando Aguerre, chegou a apresentar uma proposta em junho do ano passado com ondas artificiais, mas nesta tarde confirmou.
"Será na praia. O oceano é de todo mundo", disse, comemorando a inclusão.
O surfista Gabriel Medina, que visitou a Vila Olímpica do Rio nesta terça (2), chegou a falar sobre o tema, com reservas à alternativa.
"É um surfe diferente na piscina de onda. A gente vê onda perfeita a toda hora. É diferente do mar", disse ele.
O surfista disse que o Japão tem praias com boas ondas e já se mostrava confiante com a decisão.
"Todo esportista sonha representar seu país. Seria uma honra e felicidade ganhar uma medalha olímpica. Pude conhecer alguns atletas aqui. É muito legal conhecer pessoas de vários países. Queria estar presente, mas quem sabe no Japão", completou.
