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China condena ativista preso durante repressão a advogados

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um ativista chinês foi condenado, nesta quarta (3), a sete anos e meio de prisão sob a acusação de subversão, no segundo de uma série de casos que ressaltam a determinação do Partido Comunista de controlar os críticos do governo.

O julgamento de Hu Shigen, 61, ocorreu um dia após a mesma corte determinar uma sentença de três anos para outro ativista, Zhai Yanmin, 55 -neste caso, porém, com suspensão condicional da pena por quatro anos.

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A organização Human Rights Watch (HRW) classificou os julgamentos de "falha da Justiça" e cobrou que as acusações sobre os dois (e sobre outros que ainda serão julgados por casos semelhantes) sejam abandonadas.

Hu e Zhai foram presos em julho de 2015, com outras duas pessoas, durante uma campanha de repressão do governo contra ativistas e advogados de direitos humanos.

Cerca de 300 pessoas foram detidas e questionadas à época, e a maior parte foi solta desde então.

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Segundo o jornal "China Daily", após a audiência de três horas na corte em Tianjin (a cerca de 100 quilômetros de Pequim), Hu afirmou que o julgamento "foi justo e eu aceito o resultado. Não vou apelar da decisão".

Hu foi acusado de liderar uma organização que se disfarçava de igreja, mas que, segundo a acusação, se dedicava a identificar e destacar abusos do governo. Para a procuradoria, de acordo com a imprensa estatal, Hu trabalhava com colegas para "organizar atividades que manipulavam a opinião pública".

Para Sophie Richardson, diretora da HRW para a China, "esses casos revelam a manipulação descarada, pelas autoridades chinesas, do sistema legal para silenciar advogados do Estado de Direito e críticos".

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O caso da detenção dos advogados, em 2015, provocou uma onda de críticas da comunidade internacional contra o governo do presidente Xi Jinping, cujo mandato tem sido marcado pelo cerco sobre a sociedade civil e manifestações de opinião.

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