Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Sem uso de armas e discrição nas ações, segurança privada vive aquecimento

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

LUCAS VETORAZZO E MARCO ANTÔNIO MARTINS

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Enquanto as atenções se voltam para a segurança pública feita por forças oficiais nos Jogos Olímpicos, um outro segmento, o da segurança privada de delegações, VIPs e patrocinadores, vive um aquecimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Os agentes têm perfil mais discreto, mas atuam de forma similar aos das forças públicas: vistoriam locais a serem visitados por seus clientes e monitoram rotas de chegada e de fuga. A diferença é que tentam fazer isso sem que ninguém perceba.

Quando acompanham as delegações, os agentes em campo se misturam aos clientes, em geral não usam armas e nunca estão uniformizados.

O sargento da reserva do Exército americano Cleber Ferreira, 43, é dos que atuará nos Jogos. Ele fará a segurança de convidados de um grande patrocinador, de cujo nome pediu sigilo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ferreira, que tem dupla cidadania -brasileira e americana- e lutou na guerra do Afeganistão entre 2010 e 2011, fez o mesmo trabalho na Copa-2014. No fatídico Brasil x Alemanha, acompanhava um grupo de 200 VIPs sul-africanos no Mineirão.

Com a derrota, houve confusão devido à frustração dos torcedores brasileiros.

"Meu trabalho foi postergar ao máximo a saída do grupo do estádio, porque havia possibilidade de embates entre a polícia e torcedores chateados. Queria evitar que os clientes se deparassem com uma confusão no trajeto até o ônibus", diz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para ter uma dimensão do que ocorria, ele tinha uma equipe de 14 homens monitorando a situação no estádio e usava fontes dentro da polícia para saber como estava a movimentação dos agentes em relação aos torcedores.

"Não somos guarda-costas. Não vamos sair no braço com um agressor ou assaltante. O trabalho é um sucesso quando nenhum problema ocorre", disse.

Não há dados oficiais sobre a atuação desse tipo de profissional. Segundo a diretora da ABSEG (Associação Brasileira dos Profissionais de Segurança), Cristiane Santana, o setor quase dobrou de tamanho desde a Copa das Confederações, em 2013.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Algumas delegações estrangeiras também têm a sua segurança particular -o consulado do Japão fez uma consulta à PF sobre uma empresa que pretende contratar.

Em geral, os estrangeiros que vêm ao Brasil mandam, antes de chegar no país, os chamados "precursores", que são brasileiros contratados por empresas estrangeiras que não podem atuar em campo no Brasil.

Eles fazem uma avaliação e contratam uma segurança local. Tanto a empresa como esses seguranças devem estar cadastrados na PF.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esses vigilantes podem andar armados, mas não têm autorização para portar armas no interior dos ginásios e locais de competição.

Segurança olímpica

VIGILANTES

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Houve aquecimento semelhante no mercado de vigilantes, profissionais de segurança privados que usam uniformes, também conhecidos como apoio.

De acordo com a Polícia Federal, em seis meses, 6.900 vigilantes se cadastraram para poder trabalhar neste período do evento. Na Copa do Mundo há dois anos o número chegou a 3.000.

"O mercado está aquecido. Se percebe isso pelo grande número de profissionais que buscaram se atualizar e estarem em condições de trabalharem em algo envolvendo a Olimpíada", afirmou o delegado Marcelo Daemon, da Delegacia Especial de Segurança Privada, da PF.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Durante os Jogos será possível vê-los nas áreas de alimentação e de convivência dos parques olímpicos da Barra e de Deodoro, por exemplo. Nessas áreas haverá cerca de 1.500 vigilantes.

Para atuar, todos precisam ter feito o cadastro biométrico na PF, não ter antecedentes criminais e ter feito o curso de Grandes Eventos, criado na época da Copa do Mundo de 2014.

Para fiscalizar a atuação da segurança privada na Olimpíada, a PF manterá dois postos fixos: em Deodoro e outro na Barra da Tijuca, além de uma equipe móvel que percorrerá outras áreas como Marina da Glória e Lagoa, por exemplo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV