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Miami dá repelentes a moradores de rua e pulveriza área de surto

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A polícia de Miami, na Flórida (EUA), distribuiu mais de 50 frascos de repelentes a moradores de rua em Wynwood, bairro ao norte da cidade americana e considerado o "marco zero" dos focos do vírus da zika transmitido localmente.

"Os moradores de rua são os que mais precisam porque estão expostos ao mosquito 24 horas por dia", disse o policial James Bernat, do Departamento de Polícia de Miami.

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A distribuição de repelentes no combate ao mosquito Aedes aegypti foi realizada nesta terça-feira (2) no bairro. Além da entrega dos repelentes, a polícia também explicou sobre a forma de transmissão do vírus em uma tentativa de retardar a propagação do mosquito.

"Eu passo água sanitária e álcool no meu corpo todas as noites antes de dormir. Ele queima a pele, mas mantém os mosquitos afastados", disse Lorenzo Ward, ao canal americano ABC. Ele concordou que o repelente é uma alternativa melhor.

Além dos casos de infecção, foi encontrado no bairro um número de mosquitos e larvas de aedes "moderadamente elevado". O bairro é uma área de prédios industriais e residenciais. Na região há galpões, galerias de arte, restaurantes, apartamentos e condomínios.

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As autoridades de saúde da Flórida informaram que Wynwood continua a ser a única área no Estado com transmissão ativa da zika. Contudo, há indícios de que os mosquitos estão espalhando a doença para fora da área com o surgimento de um novo caso.

"Estamos investigando isso cuidadosamente. E se realmente identificarmos uma outra área de transmissão local, nós vamos alertar", disse Sarah Revell, porta-voz do Departamento de Saúde da Flórida nesta terça, segundo o jornal "Miami Herald".

Com o novo diagnóstico, o Estado soma 15 casos causados por transmissão local, sendo 13 em Miami e 2 no Condado de Broward. Na última quarta (27) foram divulgadas as primeiras contaminações locais na mesma área.

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As autoridades de saúde também relataram três novas infecções relacionadas à zika de moradores que viajaram para para países ou territórios onde o vírus está em circulação. Com isso, o número chega a 336.

Para combater o mosquito, aviões começaram na manhã desta quarta-feira (3) a aplicação de inseticidas na área onde foi encontrado o surto do vírus. Apesar da pulverização não ser tão eficaz para erradicar as espécies de mosquito de propagação do vírus, o prefeito de Miami, Carlos Giménez, disse que o município tinha que tentar.

GRÁVIDAS

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O CDC (Centros para Controle e Prevenção de Doenças) dos Estados Unidos recomendou que mulheres grávidas e homens e mulheres que pretendem ter filhos a não viajarem para a área de Miami e enviou especialistas para investigar o surto da doença.

As autoridades de saúde dos Estados Unidos já haviam advertido que era possível que ocorressem surtos locais da zika no país com a chegada do verão, especialmente após a rápida propagação da infecção na América do Sul e na América Central ao longo dos dois últimos anos.

Não existe vacina, tratamento nem exames de diagnóstico rápido para este vírus, descoberto em 1947 em Uganda. O vírus da zika é transmitido na maioria das vezes pela picada do mosquito Aedes Aegypti, e em alguns casos por contato sexual. Em geral, a doença provoca sintomas brandos e muitas vezes passa despercebida.

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O vírus pode provocar, porém, transtornos neurológicos, como a síndrome de Guillain-Barré, ou má-formações congênitas graves e irreversíveis, como a microcefalia, que se caracteriza por um desenvolvimento insuficiente do cérebro, em fetos de mulheres que foram infectadas pelo vírus durante a gravidez.

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