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Registro de cidadãos da UE no Reino Unido pode levar 140 anos, diz estudo

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DIOGO BERCITO

MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) - Um relatório divulgado pelo Observatório da Migração, ligado à Universidade de Oxford, calculou que o registro dos 3,5 milhões de cidadãos europeus vivendo no Reino Unido pode levar ao equivalente a 140 anos de trabalho.

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O estudo foi realizado em meio ao Brexit, a decisão britânica tomada em junho de se separar da União Europeia, processo ainda sem estimativa de início ou de duração.

O registro dos europeus que já vivem no Reino Unido, no caso de todos eles se candidatarem à residência permanente no mesmo ano, seria uma tarefa administrativa gigantesca, tendo em conta os trâmites atuais.

O processo deve ser alterado, quando o Reino Unido deixar o bloco econômico que hoje congrega 28 países. Mas, segundo o observatório, o estudo ajuda a entender que desafios podem surgir quando chegar essa hora.

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O Brexit levaria à distinção entre os europeus que têm direito a residência permanente no Reino Unido -por exemplo, após cinco anos de residência contínua- e aqueles chegados após a ruptura regional.

O cálculo feito pelo Observatório da Migração levou em conta que o governo processa cerca de 25 mil pedidos de residência permanente por ano de cidadãos europeus e familiares. O número de cidadãos do Espaço Econômico Europeu vivendo hoje no Reino Unido é 140 vezes maior.

DOCUMENTAÇÃO

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Há também preocupação diante da complexidade desse trâmite. Ao jornal britânico "Financial Times" Madeleine Sumption, diretora do órgão, afirmou que pode haver uma complicação dos critérios exigidos para a documentação, já trabalhosa.

O desafio será maior a grupos que incluem os estudantes, a quem pode ser exigido um amplo seguro de saúde para o seu registro como residente permanente.

Essa questão já tem preocupado o Reino Unido desde as discussões sobre o Brexit, e no mês passado legisladores alertaram para o risco de que o anúncio de medidas mais duras levem ao aumento da imigração justo antes de sua implementação.

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Assim, novas regras poderiam ser estabelecidas tendo como data o próprio plebiscito pela saída britânica, ou a data em que o Reino Unido eventualmente peça formalmente a sua retirada da União Europeia.

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