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Justiça recebe pedidos para reabrir denúncia de Nisman contra Cristina

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LUCIANA DYNIEWICZ

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Justiça argentina aceitou nesta terça-feira (2) que os familiares das vítimas do atentado terrorista à sede da Amia (Associação Mutual Israelita Argentina) sejam incluídos como denunciantes no processo que investiga a ex-presidente Cristina Kirchner por suposta traição à pátria.

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Cristina foi denunciada em janeiro de 2015, pelo promotor Alberto Nisman, por ter supostamente encoberto a participação do Irã no ataque, ocorrido em 1994 em Buenos Aires e que matou 85 pessoas. Nisman foi encontrado morto quatro dias depois de apresentar a denúncia.

O juiz Claudio Bonadio, tido com um dos maiores inimigos do kirchnerismo, foi quem aceitou o pedido dos familiares das vítimas. O processo, porém, estava nas mãos de Daniel Rafecas, que o havia arquivado no ano passado.

Rafecas também recebeu uma solicitação da Daia (Delegação de Associações Israelitas Argentinas) para que a denúncia de Nisman seja reaberta.

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Segundo Nisman, Cristina havia fechado um memorando de entendimento com o Irã para tentar livrar os suspeitos do atentado à Amia em troca de vantagens comerciais.

Para o promotor morto, o acordo previa a retirada dos alertas vermelhos emitidos pela Interpol, a pedido da Argentina, contra os suspeitos iranianos. Segundo Cristina, porém, isso não estava no tratado, que tinha como objetivo interrogar os iranianos.

Após a morte de Nisman, a Justiça entendeu que não houve delito, já que os alertas não caíram, e Rafecas arquivou o processo.

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Na semana passada, a ex-presidente acusou, pela internet, o governo do presidente Mauricio Macri de elaborar um plano para reabrir o caso do memorando de entendimento com o Irã.

A retomada das investigações poderá complicar a situação judicial da ex-mandatária. Cristina já é investigada por lavagem de dinheiro, má administração de recursos públicos e falsificação de documentos.

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