Obama volta a defender TPP em visita do premiê de Cingapura
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente americano, Barack Obama, aproveitou a visita oficial do primeiro-ministro de Cingapura, Lee Hsien Loong, à Casa Branca nesta terça (2) para voltar a defender a Parceria Transpacífico (TPP, na sigla em inglês).
A TPP vem enfrentando crescente resistência nos Estados Unidos. Ambos os candidatos à Presidência, a democrata Hillary Clinton e o republicano Donald Trump, se opõem ao acordo comercial.
Obama disse que as pessoas têm medos legítimos a respeito do impacto da globalização e sobre "serem deixados para trás", mas, para ele, a resposta não pode ser desistir do comércio e da economia global. Ele afirmou que "levantar a ponte dobradiça" prejudicaria trabalhadores americanos.
A cidade-Estado de Cingapura é uma das 12 nações que integram a zona de livre-comércio. Durante a visita, Loong pediu ao Congresso americano que ratifique o acordo o mais rápido possível.
Assinada em outubro de 2015 por EUA, Japão e outros dez países, a Parceria Transpacífico é o maior acordo comercial da história, abrangendo 40% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial.
O governo Obama o considera peça central de sua estratégia geopolítica na Ásia, mas os opositores ao acordo apontam perigos para a soberania e afirmam que ele custará empregos nos EUA.
O repúdio à TPP segue a onda protecionista observada em vários países, em meio a um retorno do sentimento contra o livre-comércio e a globalização como não se via desde a virada do século.
Para entrar em vigor, a TPP precisa ser ratificada por países que representam ao menos 85% do PIB total dos signatários. Sem os EUA, que tem 60%, a conta não fecha.
