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Ataques no RN foram ordenados por detentos dentro de presídios

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RENATA MOURA

NATAL, RN (FOLHAPRESS) - Os ataques promovidos no Rio Grande do Norte desde a última sexta-feira (29) foram ordenados por detentos de presídios, inclusive federais, do Estado e de outras regiões do Nordeste. A afirmação é do secretário de Justiça e Cidadania do Estado, Wallber Virgolino.

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Entre sexta-feira (29) e domingo (31) houve 65 ataques em 21 cidades potiguares, entre incêndios, tentativas de incêndio, disparos contra prédios públicos e depredações.

Devido aos ataques e a áudios que se espalham em redes sociais com supostas ameaças e que apontam possíveis alvos de novas ações, algumas instituições de ensino suspenderam aulas nesta segunda-feira (1). O número de detidos desde o início dos ataques chega a 60.

"Identificamos a participação de 25 presos só no Estado, a maioria do presídio estadual de Parnamirim", disse o secretário. No presídio, foram instalados bloqueadores de sinais de celulares na semana passada, medida considerada o estopim para os ataques.

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Cinco desses presos, apontados como autores de parte dos áudios e vídeos que se espalharam pelas redes sociais com ameaças, serão transferidos para o presídio federal de Mossoró, segunda maior cidade do Estado.

Só o Corpo de Bombeiros foi acionado para mais de 50 casos. Um deles foi em uma vegetação no topo do Morro do Careca, um dos principais cartões-postais de Natal. A polícia não descarta que a queimada esteja relacionada aos atos criminosos. Além de Natal, as prisões mais recentes ocorreram em Parnamirim, Currais Novos e Caicó.

PREJUÍZOS

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Os principais alvos dos criminosos, no entanto, foram 26 veículos, entre particulares, oficiais e usados no transporte público. A lista inclui nove ônibus em Natal, entre outros na região metropolitana. O setor calcula um prejuízo, na capital, de ao menos R$ 2 milhões.

No transporte opcional, foram mais R$ 500 mil em perdas, com três carros incendiados, conforme o sindicato do setor. "Isso é falta de governo, não só desse mas também dos anteriores. Falta polícia na rua", disse o diretor do Sindicato dos Opcionais, Olívio Magalhães.

Em meio aos ataques, ônibus e vans não circularam durante parte do fim de semana. Nesta segunda-feira, 70% da frota está nas ruas e a previsão é que os veículos sejam recolhidos mais cedo.

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"Os últimos sairão dos terminais às 20h30. Normalmente eles ficariam até 1h30", disse o coordenador jurídico do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Natal, Augusto Maranhão. "Mas a qualquer minuto isso pode mudar."

Parte dos terminais e garagens das empresas recebeu escolta policial nesta segunda. O governo também espera a chegada de militares para reforçar a segurança nas ruas.

De acordo com o secretário de segurança do Estado, general Ronaldo Lundgren, 200 homens da Marinha do Rio Grande do Norte e mil do Exército, do Estado e também procedentes da Paraíba e de Pernambuco, se somarão à polícia.

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O envio foi autorizado neste domingo pelo presidente interino, Michel Temer. "Estamos diante de atos de terrorismo", disse Lundgren em entrevista coletiva nesta segunda.

Os detidos, segundo ele, foram autuados por organização criminosa. "Mas os delegados também estão analisando se se enquadram na lei antiterrorismo."

Virgulino afirmou que os presos que participaram dos atos estão isolados e serão punidos. Ele afirmou que novos bloqueadores de sinais de celulares devem ser instalados em mais unidades prisionais ainda neste ano.

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